terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

UNS E OUTROS - AO VIVO

Meus caros, os pedidos são muitos e o tempo muito pouco mas na medida do possível irei atender a todos e espero toda compreensão porque tenho que procurar nos arquivos de backup que é imenso e ainda fazer o upload do arquivo e isto leva um tempinho das horas vagas.
Bom como a procura por disco dessa maravilhosa banda formada nos anos 80 (que foi e ainda é muito injustiçada) e considero uma das minhas preferidas do rock nacional vou presentear com este excelente disco ao vivo com seus melhores sucessos e covers de bandas como U2, R.E.M, The Cure, Smiths e outros.
O som da banda ainda continua forte e cheio de muita energia que o tempo não conseguiu tirar.
Ainda bem que ainda existem bandas oitentistas que resistem ao tempo porque hoje......melhor deixar pra lá.

Release
Integrante de uma geração que tornou o rock produzido no Brasil mais conhecido e massificado no país, o carioca Marcelo Hayena quer o tempo do ‘agora’. Os antigos hits do Uns e Outros – como é o caso, por exemplo, de ‘Carta aos Missionários’ e ‘Dias Vermelhos’ – continuam presentes nos shows do grupo surgido nos anos de 1980; mas o vocalista acredita que uma banda precisa estar antenada com o seu tempo. “O Uns e Outros sempre esteve à frente de seu tempo, por isso nossa sonoridade nunca foi muito bem entendida. Mas o certo é uma banda falar com a sua época”.
Para exemplificar ainda melhor, Marcelo cita o último disco de estúdio da banda, ‘Canções de Amor e Morte’ (2006), que, além de não ter sido trabalhando de maneira correta pela gravadora à época, só agora o público está digerindo melhor sua proposta, passados quase dez anos de seu lançamento. Uma pena, já que é um álbum conceitual, com progressões a cada faixa executada, criando uma atmosfera até a última canção.
Não por sinal, o CD ‘Uns e Outros – Ao Vivo” (2015), ajuda a entender melhor as influências que forjaram a identidade sonora e as letras da banda oitentista. “É um disco que mescla nossos trabalhos com referências que escutamos à época. Isso faz com o público viaje para dentro do Uns e Outros, conhecendo melhor nossa sonoridade”, acrescentando que algumas faixas gravadas ao vivo se misturam a outros hits, principalmente de matriz britânica e norte-americana.
Por exemplo, a balada ‘Dias Vermelhos’ emenda, sem perder o ritmo, com ‘With or Without You’, da banda irlandesa U2. Do português para a língua inglesa, ocorre uma junção de duas poéticas para falar sobre o amor. “É um processo que o pessoal de hoje chama de mashup”, diz Marcelo, referindo-se ao modo como uma canção ou composição criada a partir da mistura de duas ou mais canções pré-existentes, normalmente pela transposição do vocal de uma canção em cima do instrumental de outra, de forma a se combinarem. Claro que, no caso do disco do Uns e Outros, o processo é um pouco diferente, sem tantos ruídos ou experimentações.
Composto de 14 faixas, ‘Uns e Outros – Ao Vivo’,Seria o primeiro disco ao vivo da banda, mas tem uma história curiosa por trás disso. “No ano de 2014, o Uns e Outros lançou um CD independente no formato ao vivo. Mas antes que a gente começasse de fato a comercializá-lo surgiu o interesse de uma gravadora para distribuir o material”, conta o vocalista, acrescentando que a banda foi obrigada a suspender as vendas e retirar o CD do mercado.
No entanto, a história não acaba aí. Em seguida, apareceu outra gravadora também interessada no lançamento do material ao vivo, mas com uma proposta mais vantajosa. Os músicos acabaram fechando com o RYB-8, um selo da Sony Music. Desse modo, o Uns e Outros foi obrigado a esperar pelos trâmites da multinacional para que seu CD fosse relançado. “Depois que assinamos com o selo, não pudemos mais vender a primeira versão do CD ao vivo, feito de maneira independente. Quem conseguiu comprar à época, beleza; quem não conseguiu, teve de ter paciência por conta do atraso”.
DVD
Inclusive, Marcelo revela que a proposta inicial era um produto ao vivo em forma de DVD, o que seria o primeiro registro audiovisual e profissional de um show da banda. “A gravação das imagens e do som foi feita durante uma apresentação nossa em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro”. Porém, o vocalista conta que a captação do material visual ficou aquém das expectativas. “Muito ruim mesmo, com sérios problemas de iluminação. Como achamos que não seria justo apresentar aos fãs um produto de baixa qualidade, resolvemos desistir do projeto”.
No final das contas, não era nem para ter um CD ao vivo. “Estávamos nos preparando para produzir um disco autoral, em processo de novas composições; mas tivemos a ideia de lançar um CD aproveitando apenas o áudio, pois nosso público estava cobrando por isso”.
Assim, veio à luz o disco ao vivo, resultado da gravação do áudio daquele mesmíssimo show que deu errado no quesito DVD. Primeiro, o CD independente, que foi forçado a sair de catálogo; e, agora, o disco lançado por uma major, com distribuição para todo o Brasil.
Apesar do problema técnico que impediu a versão em DVD, a banda não desistiu de um registro audiovisual de seus shows. Marcelo adianta que, após o trabalho com o CD ao vivo, a ideia é lançar, em breve, uma versão em DVD. “Um registro audiovisual com mais músicas, como resultado da turnê”.
Texto: Cristiano Martinez

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