quinta-feira, 5 de setembro de 2019

THAMIRES TANNOUS - CANTO CORRENTEZA / CANTO PARA ALDEBARÃ

Thamires Tannous é cantora e compositora e reside em São Paulo há 14 anos. Thamires nasceu no estado do Mato Grosso do Sul, no centro do Brasil, perto das fronteiras com a Bolivia e o Paraguai. Dona de uma voz suave e profunda, seu estilo mistura a herança musical de sua cidade natal, Campo Grande, com a música contemporânea brasileira.

Thamires vem ganhando reconhecimento artístico em todo o território nacional, tendo recebido prêmios importantes como o "Prêmio Grão de Música". Seu mais recente lançamento, o álbum CANTO-CORRENTEZA, foi produzido pelo violonista austríaco também residente no Brasil, Michi Ruzitschka, e acompanha uma fina mistura de percussão Afro-brasileira com instrumentos acústicos como o violão e o violino. O álbum conta com a participação de Chico César, Vincent Segal e BB Kramer.

Em 2014, Thamires lançou seu primeiro álbum, "Canto para Aldebarã", produzido pelo renomado músico brasileiro Dante Ozzetti. Os arranjos prestam homenagem à herança libanesa de sua família, que se estabeleceu no Brasil há 2 gerações, misturados com a música brasileira contemporânea, resultando em uma excêntrica e única viagem musical.

Gravou ao lado de importantes músicos como Almir Sater, Toninho Ferragutti, Ricardo Herz, Ivan Vilela e Neymar Dias, e cantou em várias cidades do Brasil, além de países como França, Áustria e Alemanha. 

https://www.thamirestannous.com.br/

O DISCO
Canto-Correnteza é uma mistura de influências que, como diz a cantora, é como um rio que parte de sua nascente até desembocar em outros rios e mares. O disco mostra as várias faces de Thamires, desde suas raízes sul-mato-grossenses até sua porção árabe, passeando pela musicalidade de várias partes do Brasil e do mundo.
Entre os temas das canções mesclam-se saudade da terra natal, dores e angústias do mundo moderno e um alerta à questão do desmatamento das terras indígenas.
Os arranjos são assinados pelo violonista Michi Ruzitschka, e trazem sonoridades inspiradas no universo percussivo brasileiro e africano. Michi é também produtor do álbum “Estado de poesia” de Chico César, este que também participa do disco na canção “Caipora”, parceira sua com Thamires. Além de Chico, o disco conta com a presença do acordeonista gaúcho BB Kramer e Vincent Segal, violoncelista francês que tocou com nomes como Cesária Évora, Sting e Salif Keita.
Das 10 faixas presentes, 9 são de Thamires, sendo 3 delas parcerias com Chico César, Consuelo de Paula e Kleber Albuquerque. Há também uma releitura de “Espumas ao vento”, composição de Accioly Neto, desta vez vestida de Chacarera, um ritmo tradicional argentino, mas também muito presente no sul do Brasil. Fazem parte do repertório CANTO-CORRENTEZA ft. Vincent Segal (Thamires Tannous), SERENA (Thamires Tannous / Consuelo de Paula), BANHO DE RIO (Thamires Tannous), LEVITA (Thamires Tannous), CAIPORA ft. Chico César e Vincent Segal (Thamires Tannous / Chico César), CATIMBÓ (Thamires Tannous / Michi Ruzitschka), ESPUMAS AO VENTO ft. BB Kramer (Accioly Neto), DESAVISO (Thamires Tannous/ Kleber Albuquerque), PROSA COM A SAUDADE (Thamires Tannous) e ORAÇÃO (Thamires Tannous).
*
Por
Jornal GGN

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CANTO A ALDEBARÃ (REPOST A PEDIDO)

O álbum Canto para Aldebarã (2014), de Thamires Tannous, é uma preciosidade discográfica da música contemporânea que mistura brasilidade e sonoridade árabe (Thamires é de origem libanesa ) em um repertório marcado por beleza, criatividade e lirismo raros.
Produzido por Dante Ozzetti, um dos principais personagens da cena musical brasileira, o repertório diversificado de Thamires é formado por onze canções, nove delas em parceria com outros compositores/instrumentistas, como Luiz Tatit, Kléber Albuquerque e Estrela Ruiz Leminski, entre outros, e duas canções que, se a cantora não está entre os compositores, não deixa de imprimir autoria quando as interpreta, como é o caso da faixa-título.
* https://musicaesparsa.wordpress.com

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quarta-feira, 4 de setembro de 2019

SERTANÍLIA - ANCESTRAL - REPOST A PEDIDO

Ancestral (2012)

Composto por 18 canções, o Sertanília apresenta em seu primeiro álbum canções autorais e grandes releituras da música popular brasileira. Além de trazer como convidados especiais: Bule-Bule, Xangai e os percussionistas pernambucanos Nego Henrique e Emerson Calado, que fizeram parte do Cordel do Fogo Encantado e Gilú Amaral da Orquestra Contemporânea de Olinda.
"Ancestral" foi apoiado pelo Conexão Vivo e Governo do Estado da Bahia através do Fazcultura. Com produção e direção musical de Anderson Cunha, e produção executiva de Edmilia Barros, “Ancestral” foi gravado no Attitude Áudio Criação, em Salvador e teve suas gravações adicionais realizadas no Fábrica Estúdios, em Recife.
Destaque para "Pidido" do grande menestrel Elomar.

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http://www.sertanilia.com.br
Recomendadíssimo !!
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terça-feira, 3 de setembro de 2019

SERTANÍLIA - GRATIA




Sertanília é um grupo de Salvador (BA) que resgata a tradição sertaneza¹ na produção de uma música universal, inspirada nas diversas manifestações culturais do sertão: coco, maracatus, sambadas e ternos de reis. Formado em 2010 é composto por Aiace (vocais), Anderson Cunha (violão, bandolim e viola) e Diogo Flórez (percussão) acompanhados pelos músicos João Almy (violão), Fernanda Monteiro (violoncelo), Mariana Marin (percussão), Raul Pitanga (percussão). 

 























O primeiro disco, intitulado "Ancestral" foi lançado em 2012 e teve apoio do Conexão Vivo e Governo do Estado da Bahia através do Faz Cultura. Buscando resgatar as origens musicais, o cd foi gravado em Salvador no Attitude Audio Criação e no Fábrica Studios em Pernambuco, e conta com participações ilustres de Xangai, Bule-Bule, Terno de Reis do Riacho da Vaca (Caetité) da Bahia, além dos percussionistas pernambucanos Emerson Calado, Nego Henrique e Gilú Amaral. Possui 18 faixas, com 12 músicas autorais e seis regravações, Sertanília mostra uma construção musical rica em elementos da Cultura Popular Brasileira. 
Desde a sua criação grupo já acumula participações em eventos de grande importância no cenário musical nacional e internacional, passando pela WOMEX 2014 (World Music Expo) em Santiago de Compostela - Espanha, o Brazilian Summer Festival 2013 em Amsterdã - Holanda, no projeto Salademúsica (na Saladearte da UFBA), o Conexão Vivo Salvador, Lauro de Freitas e Praia do Forte, o Festival Tensamba 2011 em Madri - Espanha, Festival Baianada 2010, Grito Rock Salvador (BA) e Olinda (PE), Feira Noise Festival em Feira de Santana (BA), no Encontro de Cantadores (BA) e apresentou um espetáculo lírico-musical intitulado "Tempo de Sereno" em 2010 nas cidades de Lisboa e Coimbra (Portugal), em parceria com a Universidade de Coimbra.
Durante esse período o grupo venceu o Prêmio Dynamite de Música Independente 2013 na categoria de "Melhor Álbum Regional" e foi indicado ao Prêmio da Música Brasileira 2013, ambos com o CD Ancestral; apresentou uma temporada de pocketshows do show "Ancestral" na Caixa Cultural Salvador em 2014; realizou uma turnê pelo Estado de Minas Gerais, que passou pelas cidades de Belo Horizonte, Vespasiano e Mariana com apoio do Fundo de Cultura e Governo do Estado da Bahia; teve as faixas "Aguaceiro" (2014) e "Tempo de Sereno" (2013) incluídas nas Coletâneas Bahia Music Export que integra o Programa de Mobilidade Artística e Cultural, promovido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA) e pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB); venceu um concurso on-line para se apresentar no LYCRA Future Designers em São Paulo, onde concorreu com 11 bandas selecionados pelo curador de Fabio Trummer (vocalista da banda Eddie); criou a música-tema do desfile de Cris Melo, estilista baiana finalista do concurso Brasil Fashion Designers; teve a música “Nobre Folia”, selecionada entre as 15 finalistas no IX Festival da Educadora FM e compondo o CD do festival e realizou a sua primeira Turnê Nordeste passando pelas cidades de Cajazeiras e Sousa na Paraíba, e Juazeiro do Norte, Fortaleza e Itapipoca no Ceará que contou com o apoio do Governo do Estado da Bahia através do Fundo de Cultura.

¹
Feminino de sertanês, imortalizado nas obras de Elomar Figueira Mello. Faz referência a tudo que é inerente ao sertão. O neologismo foi criado para se diferenciar de "sertanejo", palavra que foi perdendo o real significado e se distanciando do universo do sertão à proporção em que foi empregada pelo mercado musical das grandes gravadoras.

O DISCO
 
O Reisado da Fazenda Boa Sorte é liderado por Dona Vande, reiseira tradicional do distrito de Pajeú do Vento (Caetité-BA), que conduz sua família - a maioria mulheres, indo de encontro à tradição masculina da festa - todos os anos na peregrinação e nos festejos a Santo Reis.
Done Leonídia, anciã de Contendas, comunidade tradicional quilombola do distrito de Maniaçu (Caetité-BA) é a criadora do Terno de Reis de Contendas, onde brincam a folia seus filhos, sobrinhos, netos e moradores da comunidade. Os dois grupos são expoentes da tradição de reis do Alto Sertão da Bahia, manifestação fruto do encontro da herança ibéricas das festas da Natividade - vinda com o imigrante galego-português com a cultura dos decendentes dos africanos cativos no sertão, resultado numa expressão popular única, que tornou-se parte essencial da identidade do povo sertanês.

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OSWALDO MONTENEGRO - DISCOGRAFIA PARTE VII

CANÇÕES DE AMOR - 2010
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DE PASSAGEM - 2011
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TRILHA DO FILME O PERFUME DA MEMÓRIA  - 2016
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TRILHA DO FILME A CHAVE DO VALE ENCANTADO - 2019
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quinta-feira, 29 de agosto de 2019

OSWALDO MONTENEGRO - DISCOGRAFIA PARTE VI

25 ANOS AO VIVO - 2004
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LÉO E BIA  1973 - 2005
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A PARTIR DE AGORA - AO VIVO -  2006
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INTIMIDADE - AO VIVO - 2008
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QUEBRA CABEÇA ELÉTRICO - 2009

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terça-feira, 27 de agosto de 2019

OSWALDO MONTENEGRO - DISCOGRAFIA PARTE V

LENDAS DA ILHA - 2000
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ENTRE UMA BALADA E UM BLUE - 2001
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ESTRADA NOVA  - 2002
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LETRAS BRASILEIRAS 2 - 2003
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segunda-feira, 26 de agosto de 2019

OSWALDO MONTENEGRO - DISCOGRAFIA PARTE IV

LETRAS BRASILEIRAS - 1997
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LÉO E BIA - 1998
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ALDEIA DOS VENTOS 1998 Relançamento (1987)
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 A LISTA - 1999
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LETRAS BRASILEIRAS -1999 -
 AO VIVO
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quarta-feira, 21 de agosto de 2019

OSWALDO MONTENEGRO - DISCOGRAFIA PARTE III


SEU FRANCISCO 1993 AO VIVO
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AOS FILHOS DOS HIPPIES 1995
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TRILHA DO MUSICAL O VALE ENCANTADO - 1997
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NOTURNO - 1997
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terça-feira, 13 de agosto de 2019

OSWALDO MONTENEGRO - DISCOGRAFIA PARTE II

DROPS DE HORTELÃ - 1985
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OS MENESTRÉIS  - 1986
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OSWALDO MONTENEGRO AO VIVO - 1989

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OSWALDO MONTENEGRO - 1990
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VIDA DE ARTISTA - 1991
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MULUNGO - 1992
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terça-feira, 23 de julho de 2019

OSWALDO MONTENEGRO - DISCOGRAFIA PARTE I




Nascido no bairro do Grajaú, Oswaldo é um caso excepcional de precocidade musical. Sem nunca ter estudado música regularmente, começou desde a tenra infância a ser influenciado por ela. Primeiro, na casa de seus pais no Rio de Janeiro: sua mãe e os pais dela tocavam piano, seu pai tocava violão e cantava.
A segunda influência foi mais forte. Aos oito anos, mudou-se, com os pais, para São João del-Rei, cidade mineira poética e boêmia, onde as serestas aconteciam todas as noites e as pessoas juntavam os amigos em casa para passar as noites tocando e cantando. Ao mesmo tempo, Oswaldo foi atraído para a música barroca das igrejas. Nesta época, teve aulas de violão com um dos seresteiros da cidade e compôs sua primeira canção, Lenheiro, nome do rio que banha São João del-Rei. Venceu um festival de música com apenas 13 anos, no Rio de Janeiro, onde voltou a morar.
A decisão de se tornar um músico profissional veio com a mudança para Brasília, em 1971. Na capital federal, começou a ter contato com festivais e grupos de teatro e de dança estudantis. Fez seus primeiros shows e aos 17 anos a decisão de viver da música se tornou definitiva. Mudou-se novamente para o Rio, mas já havia adotado Brasília como a terra de seu coração e tema constante de sua obra. Também seus parceiros preferidos foram amigos que fez ali, como José Alexandre, Mongol e Madalena Salles, entre outros.
Foi ainda em Brasília que tomou contato com a música erudita nos concertos do Teatro Nacional. Não só assiste aos concertos com seus amigos músicos, entre eles o maestro Otávio Maul e a família Prista Tavares, mas entra pelas madrugadas conversando sobre técnica e teoria musicais. Autodidata, devora livros sobre história da música.
A partir daí, morando no Rio mas com os olhos e o coração postos em Brasília, sua carreira deslancha. Tem música classificada no último Festival da Canção da Rede Globo, o primeiro de repercussão nacional de que participa (1972), escreve e encena seu primeiro musical (1974-1975), lança três discos em três anos (1975-8) e vence festival na TV Tupi com seu primeiro megassucesso, Bandolins (1979).
Em 1980, participa em, e vence, o Festival MPB 80 da Rede Globo de Televisão com a canção Agonia, do amigo de infância Mongol. Mesmo com tanto sucesso, decide retornar a Brasília para montar em 1982, outro espetáculo musical, Veja Você, Brasília, com artistas locais. Deste espetáculo participam as ainda desconhecidas Cássia Eller e Zélia Duncan. Depois desta, viriam outras peças de teatro musical, uma particularidade bem marcante na trajetória de um músico brasileiro e que resgata uma maneira de divulgar música abandonada na primeira metade do século 20. São mais de 14 peças musicais, todas recorde de público e algumas, como "Noturno", "A Dança dos Signos" e "Aldeia dos Ventos", estão em cartaz há mais de 15 anos e com montagens por todo o país.
Em 1985, participa do Festival dos Festivais, também pela Rede Globo, com a música O Condor, com acompanhamento de um coro de 25 cantores negros. Não para de gravar discos. Até 2006, são 34. Composições suas são interpretadas por Ney Matogrosso, Sandra de Sá, Paulinho Moska, Zé Ramalho, Alceu Valença, Zizi Possi, Zélia Duncan, Jorge Vercilo, Altemar Dutra, Gonzaguinha, Sivuca, Tânia Maya, entre outros. Até a atriz Glória Pires cantou em participação especial de um disco seu (1985).
Em 1994, Oswaldo lança seu primeiro livro — O Vale Encantado — um livro infantil, no mesmo ano indicado pelo MEC, através da Universidade de Brasília, para ser adotado nas escolas de 1º grau. Em 1997, adapta o livro para vídeo.
Em 1995 lança o cd "Aos Filhos do Hippies" com participação de Carlos Vereza e Geraldo Azevedo.
Em 1997, Oswaldo reencontra Roberto Menescal. Durante a conversa, surge o tema "letras de músicas da MPB que são verdadeiros poemas". Daí vem à ideia do CD "Letras Brasileiras". Menescal produz o CD, que é lançado no mesmo ano, e participa da tournée do show. Ainda em 97 grava e lança o vídeo "O Vale Encantado", que conta no elenco com a participação de Zico, Roberto Menescal, Fafy Siqueira, Luísa Parente, Tânia Maya e Madalena Salles. É lançado, também, o CD do mesmo nome. Lança, também, nesse mesmo ano, o CD do espetáculo "Noturno", pela Tai Consultoria em Talentos Humanos e Qualidade.
Em 1998 recebe o título de cidadão honorário de Brasília, concedido pela Câmara Legislativa do DF. Nesse mesmo ano, Oswaldo volta às montagens teatrais. Monta novamente "Léo e Bia", numa versão mais madura e coerente com a postura que ele tem, atualmente, daquela história. Grava o CD homônimo, também com Menescal. Monta, ainda, com elenco de Brasília, a 2ª versão de "A Aldeia dos Ventos".
Em 1999, apresenta três espetáculos, no Teatro de Arena, no Rio de Janeiro: "Léo e Bia", "A Dança dos Signos" e o inédito "A Lista" com a participação da atriz Bárbara Borges e do cantor Rafael Greyck, lançando, nessa temporada, os CDs dos 2 últimos.
Em 2000, comemora os 20 anos de carreira com o show "Vinte Anos de Histórias" e com os CDs "Letras Brasileiras ao Vivo" e "Escondido no Tempo". Dedica-se, também, à série "Só Pra Colecionadores", de CDs independentes, de tiragem limitadíssima, vendidos apenas via internet. Neste ano seus fãs criam seu primeiro fã-clube virtual, o OMOL (Oswaldo Montenegro online), onde admiradores de seu trabalho, através de um site na internet e posteriormente no ORKUT, se reúnem para conversar e interagir sobre sua obra e sobre a obra de artistas que com ele trabalharam. Em Florianópolis monta o musical Lendas da Ilha com mais 50 artistas locais entre eles Paulinho Dias e Cleiton Profeta do Circus Musicalis.
Em 2001 monta em SP a peça “A Lista” com a participação de Bruna di Tullio e Mayara Magri no elenco.
Em 2002 lança o CD “Estrada Nova”, cuja turnê bate recorde de público. Neste cd são gravadas novas músicas em parceria com Mongol.
Em 2003 regrava a uma nova trilha de “A Aldeia dos Ventos”.
Em 2004 lança o CD “Letras Brasileiras 2”, em parceria com Roberto Menescal, além do programa “Tipos”, no Canal Brasil, no qual retrata com músicas, textos e desenho animado, tipos humanos como a bailarina gorda, o chato, etc...
Em 2005 lança CD e DVD “Oswaldo Montenegro - 25 Anos de História”, que alcançam, ambos, a marca das 100 mil cópias.
Em 2006 lança, no Canal Brasil, em parceira com Roberto Menescal, o programa "Letras Brasileiras", apresentado por ambos. O programa foi inspirado no CD e no show que Oswaldo e Menescal apresentaram em 1997 por todo o país. Monta no Rio de Janeiro a peça "Tipos" e remonta Aldeia dos Ventos, com participação da atriz Camila Rodrigues, com a "Cia Aqui entre nós".
Em 2007, lança o CD e DVD "A Partir de Agora", gravando músicas inéditas com convidados como Alceu Valença, Zé Ramalho, Diogo Guanabara e Mariana Rios. Na TV, inicia a segunda temporada do programa "Letras Brasileiras" ao lado de Roberto Menescal no Canal Brasil. No teatro, em parceria com o irmão Deto Montenegro, monta o espetáculo "Tipos" junto com a Oficina dos Menestréis de São Paulo.
Em 2008 lança, pela gravadora Som Livre, um novo DVD e CD chamado "Intimidade". Estes trazem 16 canções bastantes conhecidas com um novo arranjo elaborado pelo próprio Montenegro, por Sérgio Chiavazzoli e por Alexandre Meu Rei. Destaque para "Lume de Estrelas" que foi apenas gravada no disco "Asa de Luz" em 1981. Na TV, inicia a terceira temporada do programa "Letras Brasileiras", que apresenta com Roberto Menescal no Canal Brasil. No teatro, monta no Rio de Janeiro o espetáculo "Eu não moro, comemoro", com participação de Caio Ruas Miranda e Emílio Dantas e o "Projeto Canjas", onde abre espaço para jovens talentos se apresentarem ao lado de artistas consagrados. No fim do ano, tem alguns de seus maiores sucessos lançados em uma coletânea de 3 cds (3 BOX) pela Warner Music.
Em 2009 se dedica a formação de um grupo para montagens de musicais reunindo cantores, músicos, atores e atrizes como Verônica Bonfim, Léo Pinheiro, Rodrigo Sestrem, Emílio Dantas, Cibelle Hespanhol, Luísa Pitta, Renato Luciano, Larissa Landim e Shirlene Paixão, e estreia o musical "Filhos do Brasil" no Teatro do Jockey (RJ). Grava em São Paulo seu terceiro DVD: "Quebra Cabeça elétrico", lançado em outubro.
Em 2010 estreia no Festival de Recife seu longa-metragem "Léo e Bia" e lança o cd "Canções de Amor".
Em 2011 lança "De Passagem", um disco apenas com músicas inéditas, que é sucesso de críticas.
Em 2012 lança o CD/DVD "Oswaldo Montenegro e CIA Mulungo", com a trilha sonora do espetáculo teatral "Filhos do Brasil". Também em 2012, a gravadora Warner Music publica um DVD intitulado "Ensaio" gravado em 1992, juntamente com Sérgio Chiavazzoli.
Lança em 2013 um programa no Youtube denominado "Canção Nua" onde apresenta suas canções conforme foram compostas: voz e violão. Também no mesmo ano apresenta seu segundo filme, um longa metragem intitulado "Solidões", assim como a trilha sonora do mesmo que é comercializado pelo Itunes.
Em 2014 estreia em Natal (RN) sua turnê 3x4, além da gravação de um DVD na casa de Madalena Salles sob o título da turnê.
No dia 4 de janeiro de 2016 estreia "Nossas Histórias": websérie em que Madalena Salles conta casos de sua parceria de mais de 40 anos com Oswaldo Montenegro. No mês de março do mesmo ano, Oswaldo Montenegro lança em seu canal oficial do YouTube seu novo filme: "O Perfume da Memória". A trilha sonora do filme vence o prêmio de Melhor Música no Festival Internacional de Toronto.

TRILHAS - 1977

Trilhas se trata de um disco raríssimo de Oswaldo Montenegro, lançado em 1977 de forma independente e prensado pela Tapecar, é também o primeiro álbum da carreira do artista, além disso, apenas 300 cópias do álbum foram feitas, se tratando de uma absoluta raridade musical. Com sonoridade chegada ao folk psicodélico, participam do álbum dos seguintes músicos: Oswaldo Montenegro (Violão, Piano e Voz), Mongol (Violão, Percussão e Voz), Madalena Salles (Flauta, Piano e Voz), Ênio (Contrabaixo) e Amadeu Salles (Clarineta). Por se tratar de um álbum obscuro na carreira de Oswaldo Montenegro, com uma característica underground e totalmente anticomercial, ele se justificou o porquê de ser uma obra um tanto quanto vedada na sua carreira. Segue o texto, palavras do próprio Oswaldo Montenegro.(João Pedro de Sousa)

 "Trilhas é um álbum que não podemos considerar exatamente como lançamento comercial. Tínhamos apenas 20 anos e apresentávamos uma peça no Teatro da Aliança Francesa (Salle Louis Jouvet), no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em 15 de setembro de 1977 , Frank Just Acker, que era o técnico de som da peça, colocou um enorme gravador de várias faixas e justificou sua execução. Ficamos a noite toda tocando: eu, Madá, Amadeu Salles no clarineta, Alan no baixo acústico e Mongol no violão de náilon acústico O disco não tinha nem mistura, foi gravado diretamente (ao vivo, sem faixas saltando).Apenas 300 cópias foram feitas e vendidas durante a peça musical que estávamos apresentando Infelizmente, a fita master não existe e o disco.O poema “Metade” pertence ao Trilhas, poema que depois gravei no álbum “Ao Vivo”.

Esse disco copiei ele direto do you tube e dividi em trilhas individuais.
Como foi ripado de vinil tem alguns chiados mas tentei o máximo em deixar o áudio o melhor possível em 320 kbps.

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POETA MALDITO ... MOLEQUE VADIO  1979

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OSWALDO MONTENEGRO - 1980
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ASA DE LUZ - 1981
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DANÇA DOS SIGNOS - 1982

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quarta-feira, 17 de julho de 2019

ROBERTO BACH - TERRA

Meus caros.
Acabei de receber o encantador disco de Roberto Bach "Terra" que estava a procura por um bom tempo.
Trata se de uma obra prima inigualável de pura poesia e trovadorismo.
È um disco que não pode deixar de ter como os demais de sua discografia.
Para quem quiser adquirir os originais esta abaixo o link da loja Baratos Afins em SP.
http://baratosafinsloja.com.br/roberto-bach-terra-cd-pac-bra.html

 O disco
Ouvindo suas 10 faixas, mais um bônus, as canções são andanças pelo universo glauberiano: ora são referências sentimentais da infância, ora se referem à atuação do artista que via na arte um instrumento de transformação sócio-cultural, ora o poeta louco, delirante, que misturava neorealismo com nouvelle vague, numa estética hiperrealista. Seus personagens vagueiam por um sertão atemporal, sem rumo, como sobreviventes de um cataclisma apocalíptico: seres renegados, sem terra, sem educação, verdadeiros parias em sua própria pátria. Existe, assim, uma ponte nem tão imaginária entre massacre de Canudos e o universo glauberiano, como se esse último fosse o limbo onde as sofridas almas dos protegidos do Conselheiros que vagueavam dispersas pelos muitos sertões, finalmente encontrassem incerto e precário pouso. Roberto Bach ouviu suas vozes e traduziu seus dramas, transformando em música que ora nos encanta com uma dolência quase inocente ora nos fere com a aspereza de estocadas impiedosas de punhais, violentas explosões onde se sente o cheiro de pólvora e pela Terra respinga sangue. Uma característica dessa nova fase do compositor é a incursão por novos estilos, como “cirandas” e “reisados”, elementos fundamentais do universo sertanejo. Como num exercício de prestidigitação, somos transportados no tempo: os cinco séculos, desde o Descobrimento (que o paraguaio Roa Bastos chama de “Encobrimento”, em seu livro A Vigilia do Almirante), que contemplam o interminável drama sertanejo. Entra governo sai governo muda regime político e o sertão ainda é o mesmo. Nalgum ponto acima eu disse que Roberto Bach é um goliardo nascido na época errada. Ou talvez não.Talvez tenha nascido exatamente na época em que seu espírito rebelde e provocador, que nega veementemente fazer média com as hipocrisias reinantes nessa época confusa, e que –exatamente em tempos como esses, seja o profeta a brandir versos e acordes denunciadoras. E por isso é amaldiçoado. Seu disco está pronto, é uma obra prima, assim como seus trabalhos anteriores, porém é escandalosamente ignorado por todas as mídias. Obras clássicas que são, de inegável valor artístico e cultural, um dia será reconhecida, aplaudida, quiçá estudada, esmiuçada. Por ora Roberto Bach procura parcerias para lançar seu trabalho.
(*texto sem autor extraído da pagina da loja Baratos Afins)

SERVIÇO: em São Paulo, o CD estará à venda na loja BARATOS AFINS, uma referência há décadas da produção independente da Musica Popular Brasileira.Atualmente lá pode ser encontrado "A Colina dos Cavalos Fortes", obra que encerra a trilogia medieval (ou renascentista).

Se vc gostou adquira o original valorize a obra do artista.
Download (ripado em 320kbps)
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segunda-feira, 8 de julho de 2019

ROBERTO BACH - TRILOGIA (REPOST A PEDIDOS)



“Uma viagem ao trovadorismo da França medieval.” Assim o músico Roberto Bach resume sua linha de trabalho. Menestrel que vive em Vitória da Conquista, na Bahia.
 “Esta postagem é uma trilogia iniciada em 2000, com o disco "Oliveira", seguido de "A colina dos cavalos fortes" e " Pequeno concerto campestre" que seguem a linha do trovadorismo, de inspiração medieval e de cantores renascentistas”, explica Bach.
Roberto Bach que é pintor naif, faz as ilustrações de seus discos e faz algumas exposições de seu trabalho.
Com formação erudita, Bach faz uma espécie de ponte entre e Idade Média e Nordeste do Brasil. Por isso, seu trabalho é visto como integrante do Movimento Armorial, criado pelo escritor Ariano Suassuna nos anos 70, que unia as tradições das artes populares e suas raízes medievais. Roberto Bach trabalhou com Egildo Vieira, flautista do Quinteto Armorial, e dividiu o palco com músicos como Elomar, Chico César, Sergio Sampaio entre outros. Além dos três álbuns da trilogia, gravou um quarto CD, Os Sertões, um disco de músicas regionais feito sob encomenda e mais recente o disco "Terra". Seu trabalho recebeu elogios de escritores como o crítico José Ramos Tinhorão e o jornalista Assis Ângelo, além do guitarrista Jimmy Page quando se apresentou em Lençóis (BA).

Se vc gostar adquira os discos originais vamos valorizar a obra do artista.

OLIVEIRA
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A COLINA DOS CAVALOS FORTES
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PEQUENO CONCERTO CAMPESTRE
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sexta-feira, 28 de junho de 2019

FRANCIS ROSA - ENTRE SERRAS E ÁGUAS



Cantor e compositor, Francis Rosa tem em seu repertório canções que traduzem seu amor e respeito pela serra da Mantiqueira.

Sua inspiração veio em Joanópolis, cidade localizada em plena serra, onde foi nascido e criado. Suas apresentações, são garantia de um público permanentemente entretido e emocionado.

Francis Rosa toca e canta na prestigiada companhia dos músicos Paulo Garcia (Baixo e Vocais), Jonas Barroso (Violão e Vocais), Rafael Henrique (Cello), Gel Oliveira (Percuteria) e Rafael Schimidt (Violão e Vocais), envolvendo o expectador em uma atmosfera bucólica e acolhedora, que o aproximará do que é sentido nas fogueiras e rodas de viola, muito comuns nos terreirões das fazendas e lugarejos tantos da Serra da Mantiqueira.

https://www.francisrosa.com/
Equipe Francis Rosa
Carla Natal
Tel: (11) 95321 2631

Magnifico !!!!!!
Se vc gostou adquira o original valorize a obra do artista.
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quinta-feira, 20 de junho de 2019

YRUPA PURAHÉI - CANCÕES DAS MARGENS DO RIO

O PURAHÉI é um Trio formado por uma brasileira, um argentino e uma paraguaia: flautas, piano e voz tecem um quadro, pincelado a seis mãos, possibilitando a quem ouve suas canções uma visão sonora de uma região do continente sulamericano repleta de beleza, lendas, mistérios e tragédias. Evocações à mística guarani e a história politica e cultural evoluem, fertilizando a atmosfera, entremeados aos acordes.
Sabemos pouco daquela região dominada em grande parte pela planície do pampa. E o pouco que sabemos nos vem à consciência embotado pelos diversos estereótipos que comumente saltam aos olhos ao imaginar a figura do gaúcho. À primeira vista nos vem à mente a milonga, o chamamé, a chacareira, a baguala, o zamba, etc., mas isso é apenas puxar o fio do novelo oculto: existe muito mais e a cada oportunidade que se apresenta para descobrir e conhecer, vislumbramos a imensa riqueza que subjaz ainda oculta.
Todos que labutamos, por dever de oficio ou simples prazer  no inglório universo da cultura popular estamos de acordo num ponto: não é do interesse das grandes mídias ou das grandes oligarquias que dão as cartas por estas bandas fomentar alternativas culturais  que possam vir fazer frente ao monopólio ditado pelos grandes centros “produtores de cultura”, geralmente restolhos de fácil assimilação, cuja função é o “distraimento” das massas, para assim desviar as mentes e corações do conhecimento de seus próprios valores, que por sua vez conduziriam a um aprofundamento e questionamento da realidade que sempre os cercou.
(Contudo, resistência, há! Louve-se a lendária figura do menestrel, também chamados aedo ou rapsodo, figura que desde a antiguidade percorre os caminhos a pé ou em lombo de animais, tendo como arma o instrumento. Câmara Cascudo os decanta no seu clássico “Vaqueiros e Cantadores”, onde aponta as várias origens deste personagem que por muitos séculos era a única forma de transmitir e receber noticias entre os aldeões de vastíssimos territórios. Tais figuras sobreviveram ao século XX, e no nosso tempo o personagem que mais se aproxima deles deve ser a do cantor militante.  Woody Guthrie, Leadbelly, nos EUA; Vitor Jara, Atahualpa Yupanqui, Violeta Parra, Dercio Marques e Noel Guarani, na América do Sul. De certo modo, todos os artistas chamados independentes são herdeiros diretos ou indiretos. Atualmente, os artistas que fazem parte do Projeto Dandô, idealizado pela paulistana Katya Teixeira, justamente inspirada por Dércio Marques, que durante toda a sua vida foi uma espécie de guia para os artistas desvinculados das grandes gravadoras, desejosos de mostrar seu trabalho e que jamais teriam oportunidade, não por falta de conteúdo e talento, mas por razões de mercado, por assim dizer. Poucas vezes um projeto artístico cultural foi tão ousado quanto o Dandô, pois simplesmente ignora as leis do mercado, e no peito e na raça reúne gente de várias partes do país e até de alguns países da América do Sul).
O jovem Trio segue, assim, uma trilha antiga, cujas pistas, invisíveis ao olhar vulgo, são por eles conhecidas, tal como o mítico caminho do Peabirú; eles tem em comum com os artistas acima citados o fato de produzirem uma arte completamente diferenciada; não falo de questões estéticas/técnicas, das quais nada entendo ou ideológicas – embora tais elementos estejam presentes. O cerne de seu trabalho é uma organicidade que a torna única, reconhecível somente na arte autêntica. O Cd, segundo do Trio, o Yrupa Purahéi – Canções da Margem do Rio, mistura regravações de clássicos conhecidos, com outras de carater regional/folclórico e duas composições instrumentais de Chungo Roy, o arranjador do grupo. O que essa arte orgânica e autentica tem de diferente é a capacidade de despertar em quem ouve o mesmo profundo  sentimento de liberdade e de autonomia que moveu o compositor original. (O rasqueado ou polca ou guarânia “Pé de Cedro”, por exemplo, permite interpretações das mais diversas, sempre permeando entre si elementos nostálgicos dramáticos, alguns explícitos, outros subentendidos, permitindo versões e estilos variados, desde Miltinho Rodrigues, Renato Teixeira e agora do Purahéi Trio, sem contar as duplas caipiras ou sertanejas. Muitos são os mundos gerados continuamente em torno do singelo Pé de Cedro que o narrador um dia encontrou a muda na mata e trouxe para cultivar no quintal de casa, até mesmo um improvável conteúdo ecológico de preservação, que com certeza o autor não imaginou...)
Há quem diga que arte ruim voltada para as classes populares, faça parte de um diabólico plano de emburrecer as massas e consequentemente mantê-las mais facilmente afáveis, domináveis... Não sei se as tais classes dominantes chegam a esse nível de sofisticação maquiavélica, pois, o que, afinal, lhes interessa é o servilismo: querem arte e artistas, pouco importa a índole, contanto que sirvam a seus interesses. Para eles, o conteúdo é irrelevante! Seria por isso que o “mercado” é tão inacessível a quem não faça parte de um grupo? Será também por isso que muitos artistas e literatos  emprestam seus nomes à causas duvidosas? Será também por isso que as verbas e financiamentos são geralmente acessíveis a seletos grupos, onde quem está dentro não sai e quem está fora não entra? Esse sistema, aparentemente indolor, torna a classe artística repleta de castas,inamovíveis. Entretanto, a atuação dos independentes são sementes ciosamente germinadas que podem em breve se tornar um contrapeso e o fato de chegar até nós, com todas as dificuldades, é uma luz que se acende.
As duas moças e o rapaz que compõem o Purahéi Trio não são guerrilheiros da musica ou agentes culturais engajados na luta dos povos oprimidos. Eles apenas e tão somente cantam e tocam e nos cantos e acordes emitidos, não se percebe sinais de militância, nenhum laivo provocativo, nenhuma mensagem sub-reptícia, nenhum código que possa conter mensagens que contenham senhas para um levante, um chamado às armas! Apenas tocam e cantam, mas com uma leveza tãoarrebatadora dos sentidos que nos faz deter o passo e parar cuidadosamente a ouví-los. E se os ouvimos com atenção e cuidado, não há como não refletir sobre as histórias das canções e consequentemente, a história da região e seu povo. Esse modo de ver e sentir musicalmente o mundo é uma característica nossa, brasileira, herança compartilhada com nossos Hermanos, nossos vizinhos. Quis uma feliz conspiração dos astros que estivesse tão presente os guarani, povo essencialmente musical, conforme atesta seu descendente direto, Dércio Marques.
Fora os atributos artísticos, um traço marcante que identifica e qualifica o Trio é a liberdade. A flauta da brasileira Maiara Moraes, o piano do argentino Chungo Roy (que também assina os arranjos) e a voz da paraguaia Romy Martinez navegam delicadamente como folhas movidas por suaves brisas, impulsionadas pelas pulsações dos corações, onde delicadamente pousam.
Três jovens, simbolizando três nações (que poderiam ser tantas outras, do continente ou algures) que em tempos confusos com os que vivemos atualmente promovem a integração que o mundo politico e diplomático faz anos tenta, inutilmente: o Mercosul, cada vez mais sonolento e enfraquecido, dormita em seu berço carcomido, assim como os velhos ícones ideológicos, cujo fervor tornou-se paquidérmico, sendo ultrapassado pela história.
Ainda bem que temos a Arte! A Arte salvará o mundo! Nossa Redenção!
Yrupa Purahéi – Canções das Margens do Rio - reúne alguns clássicos do vasto cancioneiro que por décadas animaram as zonas rurais das fronteiras dos países, preferencialmente entre Paraguai e Brasil, onde as guaranias, polcas e rasqueados, ritmos que se espalham pelo Mato Grosso do Sul e leste do estado de São Paulo. Algumas faixas do cancioneiro nacional convivem harmoniosamente com outras  de caráter regional, que falam mais diretamente à alma campeira do “gaúcho”, o habitante das aparentemente tranquilas planícies do “pampa” – aparentemente, pois a monotonia é apenas aparente, os instrumentais, de viés jazzistico, estabelecem  um curioso contraponto entre o tradicional e a atmosfera de uma região dinâmica, mas que não perde o fio da história.
 Mas não são saudosistas, as moças e o rapaz seguem em frente. O Purahéi Trio bebe livremente de várias fontes – do folclore, do clássico, do popular - e na sua caminhada, busca e encontra a comunhão possivel, jamais o confronto. Talvez por isso, faça sentido juntar num mesmo projeto compositores tão dispares quanto o caipira Angelino Oliveira e Vitor Ramil. O riquíssimo colorido ganha brilho especial ao mostrar ao resto do Brasil a mistura de idiomas comuns à região, ignorando as fronteiras politicas: guarani, português e  castelhano.
Romy Martinez, Chungo Roy e Maiara Moraes
Quem ouve o disco sente o sopro, não do implacável minuano, o vento gelado e ardente vindo das geleiras do Polo Sul, mas a delicada brisa das melodias puras trazidas pela voz doce da Romy Martinez, a magia da flautista Maiara Moraes, a condução segura de Chungo Roy: as melodias emergem das águas puras do aquífero guarani como encantatórios cantos de sereias.
A formação incomum do grupo não tem os tradicionais violão e gaita ponto. Contudo, se repararmos bem, haveremos de vislumbrar as presenças ocultas desses instrumentos tradicionais, pois são presenças imanentes: podemos sentir os trinados e dedilhados. Por isso podemos auferir ao Purahéi Trio a aura de prestidigitadores: transformam a força hercúlea e heroica dos herdeiros culturais do Indio Sepé em pura delicadeza.
Em  seu segundo trabalho, YRUPA PUHARÉI – canções das Margens do Rio, os jovens revolucionam. Mas com muita ternura.
*texto extraído - joca http://www.sertaopaulistano.com.br 

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