domingo, 18 de junho de 2017

ALBERTO SALGADO - CABAÇA D´ÁGUA - exclus. TB

O bom artista é aquele que sintetiza a sua obra em cima de sua outra obra, buscando o seu melhor e interiorizando o mecanismo de conhecimento pleno de sua arte por meio de mensagens criptografadas em forma de música, dança, letras e artes cênicas. Muitas vezes ocorre o contrário: o artista, seja ele em qualquer esfera, se baseia em trabalhos anteriores para que seu reconhecimento seja marcado por sua marca registrada, não fugindo do lugar comum e com ambientações dentro de um mesmo segmento, de uma mesma moldagem, não se utilizando de outras roupagens, não usufruindo novas ferramentas ou novas inspirações. Não é o caso do cantor e compositor brasiliense Alberto Salgado, que vêm de uma inquietação transparente e inerente perante o seu trabalho musical. Se olharmos para trás, veremos que Além do Quintal (2014) é um disco brilhante, com ritmos que agradam a todos e com a perfeição em um trabalho que o destacou no cenário da música brasileira por ser um disco autêntico, verdadeiro e ser considerado por muitos como uma obra-prima. Quatro anos distancia o primeiro CD de seu novo lançamento, Cabaça D’Água (2017), que já se tornou clássico antes mesmo de vir a público. É sempre uma ansiedade esperar pelo novo trabalho de Alberto Salgado, que é um desses cantores que nos pegam pela forma como compõe e pela voz que enaltece seu talento. Diferentemente de Além do Quintal, esse novo CD traz toda a movimentação sombria que o Nordeste assola, a tragédia de Mariana (Minas Gerais), as belezas de um futuro, os amores possíveis e a seca que matam os peixes. É um disco importantíssimo para entender o Brasil, pois Cabaça D’Água traz uma antropologia filosófica nas entrelinhas e que fica fácil a sua associação com a politicagem herdada em alguns âmbitos nacionais.  A esfera de escopo musical para a música de Alberto ressurge em um momento importante dentro daquilo que podemos catalisar com o inesperado, com o surreal, com a fantasia imaginada e idealizada por nossas mentes para que tudo não passe de um simples sonho. A realidade está embutida em versos como a vaidade do homem consome sede de viver, tanto pinga que some água de beber (Cabaça D’Água) e em ói que a tua coragem não me põe medo, ói que a minha vontade é teu desejo, ói que ce dormiu tarde e eu acordei cedo (Ói). Com produção do próprio Alberto Salgado e com a arte gráfica de Carol Senna, o disco ganha ares de uma estrutura privilegiada referente à mensagem que se deseja passar: antropologicamente, a cabaça é utilizada para servir alimentação para alguns povos e para muitos é utilizada como recipiente de água. Também podemos associar a cabaça como utensílio de várias gerações desde Cristovão Colombo, no ano de 1492, para guardar ouros e outras relíquias importantes para que não fossem furtadas. Levada da África para a Ásia, Europa e Américas como formalização da migração humana, a cabaça foi um importante instrumento como fonte de alimentação por meio dos oceanos para esses povos.  Aqui encontramos uma contradição que no disco de Alberto Salgado ela é bem explorada em ambos os aspectos: na música que leva título do álbum, Cabaça D’Água, o cantor se preocupa com a falta de água no planeta e nos lança a questão sobre a sede por água de beber. Já na música Da jangada em pleno mar, Alberto canta sobre as injustiças sociais que assolam nossas vidas perante as utopias existenciais. Vale ressaltar que esse decantamento é importantíssimo para a competência de todo o trabalho de Alberto, pois ele soube ministrar muito bem os lados representativos pela cabaça d’água refletida sociologicamente entre nós.  As participações especiais são para lá de especiais: Chico César dá o ar poético de sua graça em Ave de Mim, Silvério Pessoa nos surpreende pela força vocal no xote Pele de baixo da unha, Rafael Miranda nos encanta na derradeira Quem foi? e a sensacional cantora Carol Senna (grande revelação) dá o tom de lirismo em Força da fé. Um CD que precisa ser ouvido com o mesmo encantamento provocado pelo sentimentalismo de Alberto Salgado, um cantor que se torna a cada dia um expoente da nova safra da música nacional, com suas competências e sua originalidade impecável e que nos favorece o melhor de sua música. 
 http://maisculturabrasileira.blogspot.com.br

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TERRA BRASILIS 

terça-feira, 13 de junho de 2017

HENRIQUE BOECHAT - SERTÃO DOS SERINGAIS (EXCLUS. T.B)

Interessante titulo e excelente disco do compositor carioca Henrique Boechat onde tem participações de grandes nomes do cancioneiro Brasileiro e produzido pelo violeiro repentista João Santana.
Disco adquirido (faixas compradas) por plataforma digital  e não tenho informações sobre o disco mesmo depois de vasculhar a net mas recomendo um ótimo disco.

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TERRA BRASILIS

segunda-feira, 12 de junho de 2017

ALLAN CARVALHO E RONALDO SILVA - FOLIAS DE BELÉM (EXCLUS.TB)

Ronaldo Silva e Allan Carvalho lançaram em 2014 o primeiro CD juntos. A partir das folias, tradicionalmente realizadas nas peregrinações de santos no interior do Brasil, os músicos trouxeram o seu olhar sobre essas sonoridades para chamar a atenção sobre esses rituais de devoção e louvação. 
“O disco é uma vontade muito grande de poder estimular as novas gerações de compositores a dar uma contribuição para que esse segmento não estagne”, afirma Ronaldo. O CD traz 14 músicas e tem as participações de Eudes Fraga, Luê, Nazaré Pereira, Sammliz, Marianne Lima e Nana Reis. A direção musical é de Alcir Meireles. A produção executiva é de Júnior Soares e a produção artística de Walter Figueiredo. Tem o apoio da UFPA, por meio do prêmio PROEX de Arte e Cultura, e do Governo do Pará, por meio da Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves.

O Cd é uma realização do Instituto Arraial do Pavulagem, que acredita mostrar com este trabalho o resultado de pesquisas junto à Marujada de Bragança, com a Folia de São Benedito, no Nordeste do Pará, e em Cachoeira do Arari, onde acontece a Folia de São Sebastião. Outras folias do Brasil e de Portugal também fizeram parte da pesquisa dos músicos.
Ronaldo e Allan fizeram mergulho nessas culturas locais para observar a devoção, os instrumentos e os ritmos tradicionais.  “Mantendo o acervo de cada lugar, a gente acaba tendo uma lição de vida e devoção”, declara Ronaldo Silva. A intenção é trazer uma memória musical também, aliada a essa devoção, com instrumentos que produzem uma sonoridade adaptada pela vivência dos foliões.
A primeira experiência com as folias foi em 2003, com o CD Folias do Marajó, um registro-memória da passagem da Folia de São Sebastião por Belém. Um disco duplo de registro e releitura dessas folias.
As folias - O ‘Folias de Belém’ traz uma pesquisa mais profunda. Ronaldo Silva conta que as folias são as rezas da Igreja Católica, trazidas de Portugal. Na origem são escritas em latim e historicamente vem sendo apropriadas no Brasil das mais diversas formas. As folias são peregrinações de rua, onde os devotos percorrem a cidade, visitando as casas em louvor a um santo católico. São historicamente associadas às peregrinações humanas pelo mundo e a mais significativa seria a caminhada dos reis magos, guiados pela luz divina.
As folias são louvações cantadas. “Nós em momento algum tivemos a intenção de reproduzir os dogmas da Igreja Católica, mas a gente procurou, na medida do nosso limite também, uma certa fidelidade no direcionamento disso”. 
São manifestações culturais repassadas pela oralidade. E naturalmente, em função disso, muita coisa se perde. Pra que isso se mantenha é preciso que seja recontado. É o que está  fazendo o Arraial do Pavulagem. (holofote virtual)

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domingo, 11 de junho de 2017

ARNALDO FREITAS - DIVISA DAS ÁGUAS / OLHOS DE MARIA

Nascido em Marília e criado em Echaporã, interior do Estado de São Paulo.
Um dos principais representantes da nova safra de músicos que se destacam na primeira década dos anos 2000 como virtuose da musica de viola. Iniciou tocando violão aos oito anos e aos doze conhece a Viola. Influenciado tanto pela música caipira, quanto por outros estilos  como " choro, jazz e flamenco" desenvolve de forma autodidata e deslumbrante um estilo próprio de se tocar. Mudou-se para São Paulo em 2003, dando início à sua carreira profissional. Tocou ao lado de diversos artistas dentro e fora do gênero. Estudou na Universidade Livre de Música , extinta "ULM".

Arnaldo Freitas, com sua técnica apurada e interpretação emocionante, é considerado um dos principais violeiros da nova safra da música instrumental brasileira. O instrumentista destaca-se por sua habilidade com a viola caipira, influenciado, principalmente por Tião Carreiro e pelos diferentes universos das cordas de Paco de Lucia e Andrés Segovia.
Integrar, por uma década, o casting da TV Cultura, como violeiro-instrumentista do ‘‘Programa Viola, Minha Viola’’ – vitrine para todos os violeiros do país e para música popular brasileira – apresentado por Inezita Barroso e ser premiado como melhor instrumentista de viola do Brasil pelo “Festival Voa Viola” realizado em 2010 pela Caixa Econômica Federal, concomitante a uma turnê realizada na Europa, são alguns dos destaques da carreira deste artista sagrado pelo violeiro que é.
Em seus concertos com viola caipira Arnaldo Freitas traz um repertório composto por clássicos de Tião Carreiro, Bambico, Angelino de Oliveira, Mário Zan, Ernesto Nazareth, Dilermando Reis, dentre outros, sempre com arranjos ousados, marca registrada do violeiro, que executa também obras autorais, mostrando sua versatilidade e influências de outros ritmos e vertentes musicais, como o choro, o flamenco e a música de fronteira. 

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domingo, 21 de maio de 2017

LEVI RAMIRO - PURUNGA - (EXCLUS. TB)

 
Imagine um cabôco talentoso, mesmo, violeiro e músico de mão cheia, luthier especializado em construir instrumentos de cabaça (de onde vem o nome de seu disco, Purunga).
Purunga traz 17 músicas, com alguns parceiros, como João Bá, Adriano Rosa, João Evangelista Rodrigues e Paulo Nunes. Músicas que unem a singeleza do violeiro com a vanguarda artística do grande cara que é o Levi. Tive a sorte de acompanhar o feitio do disco, por isso, sei que o Levi em meio ao processo de gravação resolvia que precisava de tal timbre, e lá ia ele construir o instrumento de cabaça. Daí surgiram violas, bandolim, violão requinto, baixo requinto e vários outros, Timbres construídos e tocados pela mão do Levi, com participação de ótimos músicos e vozes, tantos que fica injusto citar só alguns. Mas o resultado está ali. Ouça!
Levi Ramiro tem uma profundidade de rio grande em sua música e sua poesia. Andarilho incansável, parece estar em muitos lugares ao mesmo tempo e, mesmo assim, eternamente pescando. Sua viola precisa conta com uma primorosa produção em todas as etapas: Diovani Bustamante, Ricardo Vignini, João Arruda, André Ferraz são o time responsável pela tarefa de captar fielmente a riqueza dos timbres dos instrumentos do artesão Levi.
*violeiro Zé Helder
 
Mais sobre o disco acesse a matéria completa do disco pelo jornalista Marcelino Lima
 https://barulhodeagua.com

927 – Violeiro Levi Ramiro lança “Purunga”, novo álbum solo e nono ...

 *Destaque para musica "folia - cores do cerrado"
Recomendo !!!!

FRANCIS ROSA - O JEITO DESSE MEU LUGAR - exclus. TB


“Cantar ao lado de um cara que tem tanta história e que embala a minha trajetória é algo indescritível”, enfatizou Francis, que possui em seu repertório clássicos da música regional brasileira e canções de sua autoria, que traduzem o seu amor e respeito pela Serra da Mantiqueira. Nascido e criado em Joanópolis (SP), cidade localizada em plena serra, o cantor tem como referência artistas como Almir Sater, Renato Teixeira e Zé Geraldo.
A possibilidade de fazer uma turnê ao lado de Zé Geraldo surgiu durante a gravação de seu último álbum, “O jeito desse meu Lugar”. “O Zé e eu temos um amigo em comum, que é o Hamilton Griecco (Micca), produtor de artistas como Almir Sater e do o próprio Zé Geraldo. E o Micca produziu o meu último disco, em parceria com o Paulo Garciia. Então, o Zé e eu estávamos gravando no mesmo estúdio, chamado Na Casa, em Bragança Paulista (SP), e acabamos nos conhecendo, o que para mim foi motivo de muito orgulho, pois sou fã do Zé. Na ocasião ele gostou da minha música “O jeito desse meu lugar” e a gente gravou essa canção, que também rendeu um clipe, e decidimos marcar algumas apresentações para divulgar esse trabalho”, contou Francis.
O álbum “O jeito desse meu lugar”, de Francis Rosa, foi lançado  com produção de Hamilton Griecco (Micca) e Paulo Garciia e participação de Zé Geraldo. “É um sonho, por ter uma produção de um cara conceituado que gravou discos de Almir Sater e Zé Geraldo, entre tantos outros. O álbum possui 12 músicas, sendo 11 de minha autoria e uma, intitulada “Tempo Negro”, do compositor Rui Ventura. Outro motivo que deixa o disco ainda mais especial é a participação do Zé”.

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domingo, 14 de maio de 2017

JANIO ARAPIRANGA - LUZ DO POETA (EXCLUS. TB)

Natural da chapada de Diamantina Arapiranga (rio de contas) radicado em Vitoria da Conquista onde apresenta na rádio Clube "O som da terra".
Ex gerente do Banco Bradesco Janio é um poeta nato, violeiro e compositor assina quase todas faixas do disco.
Um cantador que traz o cheiro do mato em suas cantorias.
Recomendo !!!

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