quinta-feira, 19 de julho de 2018

FABIOLA MIRELLA E SERGIO PENNA - ESTRADA DE TERRA


Fabíola Mirella, nascida na capital de São Paulo, é violeira, cantora e compositora. Sempre foi apaixonada por música, especialmente pela viola caipira. Ficou em 3º lugar no Festival EPTV – Viola de Todos os Cantos (filiada da Rede Globo) junto com Violeiros Matutos defendendo a Música – Minha Sina – de Sérgio Penna. Sua maior preocupação é preservar a cultura da boa música brasileira e manter viva a Viola Caipira, instrumento que é a sua maior paixão.
Sérgio Penna, mineiro de Santa Rita do Jacutinga MG, além de violeiro, cantor, compositor, produtor musical e arranjador, é também professor de viola e fundador do grupo Violeiros Matutos. De 2000 a 2003 fez parte da Orquestra Paulistana de Viola Caipira atuando como violeiro solista. Desenvolveu seu estilo próprio de tocar e decidiu convidar alguns músicos para fundar o grupo Violeiros Matutos, um grupo típico de resgate e preservação da cultura caipira, com músicas que relatam o dia-a-dia do homem do campo, com estilo próprio e cativante.

O álbum também conta com músicas de autoria da própria dupla e também de amigos como o folclorista e violeiro Fábio Sombra, o violeiro Pinho e a parceria com o cantor Cláudio Lacerda na Música Estrada de Terra, música que intitula o álbum da dupla. Além das participações de autoria de amigos, a dupla também teve a honra da participação do Léu da Dupla Liu e Léu na faixa Lamento do Caipira e a participação do grupo Violeiros Matutos na faixa Bendito Seja. O cd traz uma variação tanto nas poesias quanto nas harmonias das músicas. Fabíola Mirella e Sérgio Penna conseguiu manter a linguagem da viola caipira nas músicas mais de raiz, como por exemplo, nas faixas Meu Sertão e Viola Pequena e também ousaram nos arranjos levando a viola caipira para ser explorada sonoramente como nas faixas Aquarela e Estrada de Terra.

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quarta-feira, 18 de julho de 2018

MONICA SALMASO - CAIPIRA

“Sou tabaréu, sou capiau, sou caipira
E a prosa que eu trago na viola e na lira
É do mato, é da roça, é do chão…”



Ouvidos apurados sabem que Mônica Salmaso é uma das maiores cantoras do Brasil de todos os tempos. Basta uma audição da interpretação de Leilão (Hekel Tavares e Joracy Camargo, 1933) – tema que narra a saga trágica do casal de escravos separados no ato da venda da mulher – para atestar que, à técnica sempre perfeita, a cantora alia emoção contida, precisa, sem excessos dramáticos ou vibratos, mas embebida em sentimento. Salmaso reaviva Leilão somente com o toque da viola caipira de Neymar Dias em gravação que sobressai entre os 14 fonogramas do 13º álbum da discografia da cantora paulistana, Caipira.
Lançado no mês de agosto de 2017, em edição da gravadora Biscoito Fino, Caipira é álbum primoroso que começou a ser gestado há 14 anos, a partir de pesquisa de repertório sertanejo para a composição do roteiro do show Casa de caboclo, apresentado pela artista em 2003 em série de espetáculos temáticos promovidos pelo Sesc de São Paulo.

Caipira, no dicionário musical de Salmaso, é termo de sentido elástico. No caso, Caipira significa mais um universo ruralista, entranhado nos interiores do Brasil, do que um gênero musical em si. Tanto que Salmaso traz Bom dia (1967) – primeira e única parceria de Gilberto Gil com Nana Caymmi, lançada há 50 anos em festival da canção – para esse mundo interiorano.

A rota do Brasil caipira de Salmaso abrange desde os rincões das Geraes – de onde brotam o causo folclórico de A velha (Zezinho da Viola, 1979) e a delicadeza de Saíra (música inédita do compositor mineiro Sérgio Santos, gravada com o violão e a voz de Santos) – até o Nordeste das tradições orais que perpetuam Alvoradinha, tema religioso que embute a fé das Caixeiras do Divino Maranhão.

Há naturalmente muito de Nordeste no Brasil sertanejo de Salmaso. Parceria de Sergio Santos com Paulo César Pinheiro, autor dos versos poéticos do tema, Açude verde (2013) declara amor na pisada do baião. Refinando o universo musical em torno do qual gravita, o álbum Caipira oferece a diversificada trilha sonora de um baile na roça, às vezes no toque do acordeom de Toninho Ferragutti, músico que traz a moda de viola Minha vida (Carreirinho e Vieira, 1955) para o vivaz clima forrozeiro de arrasta-pé. O sucesso da dupla sertaneja Vieira & Vieirinha alterna climas e andamentos, soando mais tradicional quando a viola caipira de Neymar Dias dá o tom.

Nesse baile, há espaço para a tragédia passional de Feriado na roça (1979) – rara amostra de um Cartola (1908 – 1980) caipira e sempre sofisticado – e para o lirismo que ilumina a beleza poética e melódica da canção Primeira estrela de prata (Rafael Alterio e Rita Alterio, 2013), gravada há quatro anos pelo cantor Bernardo Bravo com o título de Lua madrinha.

A gravação de Salmaso é pautada pelo mesmo tempo de delicadeza que rege Sonora garoa (Marco Antonio Vilalba, o Passoca, 1982) no registro de voz e piano (o de André Mehmari) que parece sair de uma caixinha de música em que também roda a música-título Caipira (Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro), já cantada nas vozes de Renato Braz e do compositor Breno Ruiz no programa de TV Sr. Brasil, apresentado pelo ator e cantor Rolando Boldrin.

Artista referencial desse universo caipira, Boldrin avaliza o álbum de Salmaso ao fazer harmonioso dueto com a cantora, acertando o relógio sertanejo que move o tempo de Saracura três potes (Cândido Canela e Téo Azevedo), moda de viola gravada em 1983 pela dupla Tonico & Tinoco.

Disco gravado sob a direção musical da própria Mônica Salmaso e de Teco Cardoso, flautista recorrente na ficha técnica do álbum em que assina a produção, Caipira apresenta belíssima música inédita do produtivo compositor baiano Roque Ferreira, Baile perfumado, toada embebida em melancolia que, ao ter a repetida letra por Salmaso, ganha o toque por vezes quase fúnebre da minimalista percussão de Robertinho Silva. Compositor hábil ao retratar esse Brasil interiorano, Roque Ferreira ainda tem o samba Água da minha sede – composto com o carioca Dudu Nobre e lançado por Zeca Pagodinho em 2000 – transposto por Salmaso para o universo caipira desse disco de sofisticada musicalidade.

Na contramão da opulência musical do álbum anterior Corpo de baile (Biscoito Fino, 2014) majestoso tributo à já extinta parceria de Guinga com Paulo César Pinheiro, Mônica Salmaso opta por instrumental mais econômico, mas com a mesma riqueza sonora. Tanto que a grande cantora dá outro baile em disco perfeito. Só que, desta vez, o baile é dado numa roça chamada Brasil.A produção é de Teco Cardoso, com arranjos de Neymar Dias, na viola caipira e no baixo acústico; Nailor Proveta, no clarinete e sax tenor; e Toninho Ferragutti, no acordeon. Participam ainda Robertinho Silva, na percussão e André Mehmari, no piano.

MAGNIFICO !!!
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terça-feira, 17 de julho de 2018

DANIEL VIANA - CORRENDO NA BANGUELA

Filho dos também músicos Oswaldo e Marisa Viana, Daniel logo travou contato com o violão e virou autodidata no instrumento. Sua casa vivia cheia dos poetas, artistas e músicos amigos de seus pais. Para ajudar a entrar por inteiro no universo musical, Oswaldo e Marisa fundaram o Armazém Bar Espaço Cultural, na Vila Madalena, em São Paulo, casa dedicada à MPB e música regional em atividade entre 1990 e 1997. As noitadas marcaram para sempre Daniel Viana.

Daniel embarcou em 1999 para Piraju (SP), terra natal de seu pai, onde organizou o Macupira - Manifesto Cultural de Piraju. Ao todo, mais de 22 mil estudantes assistiram à música de Daniel Viana. 

Com sua viola e músicos companheiros, o jovem paulistano contagia o público pela simplicidade, lançando seu primeiro CD independente com 18 faixas de sua autoria. Entre elas, Correndo na Banguela música que dá titulo ao álbum é uma empolgante homenagem ao povo brasileiro e à megalópole São Paulo. Suas composições permeiam diversas vertentes da música, entre elas a MPB, a música regional, o rock rural e a folk music. São influências urbanas e rurais em função de sua relação com o campo, a cidade e a estrada, nos levando a paisagens diversas de maneira sensível e bem humorada.

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

VIOLA PERFUMOSA - LUI COIMBRA CEUMAR PAULO FREIRE (EXCL. T.B )

O VIOLA PERFUMOSA é um coletivo formado por três dos mais expressivos
“cantautores” contemporâneos: a mineira Ceumar, o cantor e violoncelista
carioca Lui Coimbra e o violeiro Paulo Freire, paulista.
Lança em 2018 seu primeiro CD, no qual ilumina a importância da presença feminina na música sertaneja de raíz homenageando uma das mais emblemáticas artistas da música popular brasileira : Inezita Barroso.
No repertório, sucessos como “Luar do Sertão” ; “Tamba-Tajá“ ; “Índia” ganham roupagem camerística que une viola caipira e violoncelo, rabeca e alfaias e se mesclam à Villa-Lobos compondo um disco sutil, reverente e supreendente, como Inezita gostaria: a cantora, atriz e pesquisadora atravessou as últimas seis décadas como a mais importante voz na defesa da música realmente popular e do folclore brasileiro. Inezita foi uma das responsáveis por resgatar a música caipira, redimensionando-a como um produto de valor artístico incontestável.
Filha de família tradicional paulistana, Inezita teve uma educação sofisticada e seu amor pelas tradições do folclore ajudou a mudar o status das manifestações populares e deixou um legado importante para quem aprecia, produz e estuda a cultura brasileira: o diálogo entre os imaginários urbano e rural do país. “VIOLA PERFUMOSA” dá continuidade ao seu trabalho inigualável de proporcionar `as novas platéias o contato com a própria
essência da cultura brasileira.



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domingo, 15 de julho de 2018

WILSON TEIXEIRA - ROCKAIPIRA VOL.1

Rockaipira Vol. I (2018) é o primeiro álbum de versões do violeiro Wilson Teixeira , e terceiro álbum da carreira, lançado após os discos autorais Casa Aberta (2015) Almanaque Rural (2007).

É um álbum de releituras de clássicos do rock clássico internacional tocados na viola caipira e cantados por Wilson Teixeira, com arranjos acústicos em que o som campesino e rural da viola caipira se funde aos riffs de grande hits internacionais como Cocaine (Eric Clapton), So Far Away (Dire Straits), Thunderstruck (AC/DC), etc.

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quinta-feira, 12 de julho de 2018

ORQUESTRA PAULISTANA DE VIOLA CAIPIRA - VIOLA IN CONCERT ( EXCL. T.B )

Fundada em 29/10/1997 a Orquestra Paulistana de Viola Caipira – OPVC é um grupo musical que executa um único instrumento, a viola caipira de dez cordas, porém em formação orquestral (dividida em naipes distintos de atuação). Uma orquestra de verdade, na acepção do termo, onde a capacitação de seus músicos na educação musical formal permite que a OPVC explore um repertório eclético: da tradicional música caipira de raiz, berço do instrumento, à incursões inusitadas e originais na música erudita, MPB, new age e world music, sejam estas cantadas ou instrumentais, possibilitando assim um amplo espectro de opções de atendimento e satisfação aos seus clientes e admiradores.
A OPVC possui diversas formações que vão de um sexteto à mais de cinquenta integrantes, adaptando-se assim às variações de tamanho de palco e orçamento solicitados, mas sempre comprometida com o brilhantismo e o sucesso do resultado almejado.

ENDEREÇO

Rua Jorge Augusto, 606 – Vila Matilde
São Paulo – SP – Brasil

TELEFONES

tel.: (11) 2682.7780
cel.: (11) 97147.1044

E-MAIL

contato@orquestradeviola.com.br

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domingo, 8 de julho de 2018

ANTONIO E COMITIVA - DISCOGRAFIA ( EXCLUS. T. B )

Toni Soares, é cantor e compositor paraense, nascido na cidade de Bragança, tem inspiração nas folias, ladainhas, batuques de boi-bumbá e cordões de pássaros – tudo isso somado ao retumbão da Marujada de São Benedito, festividade mais tradicional da cidade de Bragança onde é a maior fonte de sonoridade dele, Toni é um incansável pesquisador de timbre, nessa busca acabou criando seu próprio instrumento a Banjola, que é uma espécie de banjo com braço de violão de 12 cordas tocado com arco de rabeca, tudo isso mostra o grande músico que é Toni Soares.

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Pelos garimpos do Brasil descobri essa pedra rara Toni Soares, Antonio e comitiva ao ouvir a musica "caminhos de são Benedito" me encantei com sonoridade,  os discos são uma mescla de sons e tradições e poesia.
Destaco a musica  "terra de gigantes"  cover do violeiro Almir Sater.
Destaque Também para a poética"clareia"  e "chuva de rosas seja como flor" uma canção que me deixou a flor da pele.

Recomendo!!!!
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