quarta-feira, 18 de julho de 2018

MONICA SALMASO - CAIPIRA

“Sou tabaréu, sou capiau, sou caipira
E a prosa que eu trago na viola e na lira
É do mato, é da roça, é do chão…”



Ouvidos apurados sabem que Mônica Salmaso é uma das maiores cantoras do Brasil de todos os tempos. Basta uma audição da interpretação de Leilão (Hekel Tavares e Joracy Camargo, 1933) – tema que narra a saga trágica do casal de escravos separados no ato da venda da mulher – para atestar que, à técnica sempre perfeita, a cantora alia emoção contida, precisa, sem excessos dramáticos ou vibratos, mas embebida em sentimento. Salmaso reaviva Leilão somente com o toque da viola caipira de Neymar Dias em gravação que sobressai entre os 14 fonogramas do 13º álbum da discografia da cantora paulistana, Caipira.
Lançado no mês de agosto de 2017, em edição da gravadora Biscoito Fino, Caipira é álbum primoroso que começou a ser gestado há 14 anos, a partir de pesquisa de repertório sertanejo para a composição do roteiro do show Casa de caboclo, apresentado pela artista em 2003 em série de espetáculos temáticos promovidos pelo Sesc de São Paulo.

Caipira, no dicionário musical de Salmaso, é termo de sentido elástico. No caso, Caipira significa mais um universo ruralista, entranhado nos interiores do Brasil, do que um gênero musical em si. Tanto que Salmaso traz Bom dia (1967) – primeira e única parceria de Gilberto Gil com Nana Caymmi, lançada há 50 anos em festival da canção – para esse mundo interiorano.

A rota do Brasil caipira de Salmaso abrange desde os rincões das Geraes – de onde brotam o causo folclórico de A velha (Zezinho da Viola, 1979) e a delicadeza de Saíra (música inédita do compositor mineiro Sérgio Santos, gravada com o violão e a voz de Santos) – até o Nordeste das tradições orais que perpetuam Alvoradinha, tema religioso que embute a fé das Caixeiras do Divino Maranhão.

Há naturalmente muito de Nordeste no Brasil sertanejo de Salmaso. Parceria de Sergio Santos com Paulo César Pinheiro, autor dos versos poéticos do tema, Açude verde (2013) declara amor na pisada do baião. Refinando o universo musical em torno do qual gravita, o álbum Caipira oferece a diversificada trilha sonora de um baile na roça, às vezes no toque do acordeom de Toninho Ferragutti, músico que traz a moda de viola Minha vida (Carreirinho e Vieira, 1955) para o vivaz clima forrozeiro de arrasta-pé. O sucesso da dupla sertaneja Vieira & Vieirinha alterna climas e andamentos, soando mais tradicional quando a viola caipira de Neymar Dias dá o tom.

Nesse baile, há espaço para a tragédia passional de Feriado na roça (1979) – rara amostra de um Cartola (1908 – 1980) caipira e sempre sofisticado – e para o lirismo que ilumina a beleza poética e melódica da canção Primeira estrela de prata (Rafael Alterio e Rita Alterio, 2013), gravada há quatro anos pelo cantor Bernardo Bravo com o título de Lua madrinha.

A gravação de Salmaso é pautada pelo mesmo tempo de delicadeza que rege Sonora garoa (Marco Antonio Vilalba, o Passoca, 1982) no registro de voz e piano (o de André Mehmari) que parece sair de uma caixinha de música em que também roda a música-título Caipira (Breno Ruiz e Paulo César Pinheiro), já cantada nas vozes de Renato Braz e do compositor Breno Ruiz no programa de TV Sr. Brasil, apresentado pelo ator e cantor Rolando Boldrin.

Artista referencial desse universo caipira, Boldrin avaliza o álbum de Salmaso ao fazer harmonioso dueto com a cantora, acertando o relógio sertanejo que move o tempo de Saracura três potes (Cândido Canela e Téo Azevedo), moda de viola gravada em 1983 pela dupla Tonico & Tinoco.

Disco gravado sob a direção musical da própria Mônica Salmaso e de Teco Cardoso, flautista recorrente na ficha técnica do álbum em que assina a produção, Caipira apresenta belíssima música inédita do produtivo compositor baiano Roque Ferreira, Baile perfumado, toada embebida em melancolia que, ao ter a repetida letra por Salmaso, ganha o toque por vezes quase fúnebre da minimalista percussão de Robertinho Silva. Compositor hábil ao retratar esse Brasil interiorano, Roque Ferreira ainda tem o samba Água da minha sede – composto com o carioca Dudu Nobre e lançado por Zeca Pagodinho em 2000 – transposto por Salmaso para o universo caipira desse disco de sofisticada musicalidade.

Na contramão da opulência musical do álbum anterior Corpo de baile (Biscoito Fino, 2014) majestoso tributo à já extinta parceria de Guinga com Paulo César Pinheiro, Mônica Salmaso opta por instrumental mais econômico, mas com a mesma riqueza sonora. Tanto que a grande cantora dá outro baile em disco perfeito. Só que, desta vez, o baile é dado numa roça chamada Brasil.A produção é de Teco Cardoso, com arranjos de Neymar Dias, na viola caipira e no baixo acústico; Nailor Proveta, no clarinete e sax tenor; e Toninho Ferragutti, no acordeon. Participam ainda Robertinho Silva, na percussão e André Mehmari, no piano.

MAGNIFICO !!!
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terça-feira, 17 de julho de 2018

DANIEL VIANA - CORRENDO NA BANGUELA

Filho dos também músicos Oswaldo e Marisa Viana, Daniel logo travou contato com o violão e virou autodidata no instrumento. Sua casa vivia cheia dos poetas, artistas e músicos amigos de seus pais. Para ajudar a entrar por inteiro no universo musical, Oswaldo e Marisa fundaram o Armazém Bar Espaço Cultural, na Vila Madalena, em São Paulo, casa dedicada à MPB e música regional em atividade entre 1990 e 1997. As noitadas marcaram para sempre Daniel Viana.

Daniel embarcou em 1999 para Piraju (SP), terra natal de seu pai, onde organizou o Macupira - Manifesto Cultural de Piraju. Ao todo, mais de 22 mil estudantes assistiram à música de Daniel Viana. 

Com sua viola e músicos companheiros, o jovem paulistano contagia o público pela simplicidade, lançando seu primeiro CD independente com 18 faixas de sua autoria. Entre elas, Correndo na Banguela música que dá titulo ao álbum é uma empolgante homenagem ao povo brasileiro e à megalópole São Paulo. Suas composições permeiam diversas vertentes da música, entre elas a MPB, a música regional, o rock rural e a folk music. São influências urbanas e rurais em função de sua relação com o campo, a cidade e a estrada, nos levando a paisagens diversas de maneira sensível e bem humorada.

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segunda-feira, 16 de julho de 2018

VIOLA PERFUMOSA - LUI COIMBRA CEUMAR PAULO FREIRE (EXCL. T.B )

O VIOLA PERFUMOSA é um coletivo formado por três dos mais expressivos
“cantautores” contemporâneos: a mineira Ceumar, o cantor e violoncelista
carioca Lui Coimbra e o violeiro Paulo Freire, paulista.
Lança em 2018 seu primeiro CD, no qual ilumina a importância da presença feminina na música sertaneja de raíz homenageando uma das mais emblemáticas artistas da música popular brasileira : Inezita Barroso.
No repertório, sucessos como “Luar do Sertão” ; “Tamba-Tajá“ ; “Índia” ganham roupagem camerística que une viola caipira e violoncelo, rabeca e alfaias e se mesclam à Villa-Lobos compondo um disco sutil, reverente e supreendente, como Inezita gostaria: a cantora, atriz e pesquisadora atravessou as últimas seis décadas como a mais importante voz na defesa da música realmente popular e do folclore brasileiro. Inezita foi uma das responsáveis por resgatar a música caipira, redimensionando-a como um produto de valor artístico incontestável.
Filha de família tradicional paulistana, Inezita teve uma educação sofisticada e seu amor pelas tradições do folclore ajudou a mudar o status das manifestações populares e deixou um legado importante para quem aprecia, produz e estuda a cultura brasileira: o diálogo entre os imaginários urbano e rural do país. “VIOLA PERFUMOSA” dá continuidade ao seu trabalho inigualável de proporcionar `as novas platéias o contato com a própria
essência da cultura brasileira.



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domingo, 15 de julho de 2018

WILSON TEIXEIRA - ROCKAIPIRA VOL.1

Rockaipira Vol. I (2018) é o primeiro álbum de versões do violeiro Wilson Teixeira , e terceiro álbum da carreira, lançado após os discos autorais Casa Aberta (2015) Almanaque Rural (2007).

É um álbum de releituras de clássicos do rock clássico internacional tocados na viola caipira e cantados por Wilson Teixeira, com arranjos acústicos em que o som campesino e rural da viola caipira se funde aos riffs de grande hits internacionais como Cocaine (Eric Clapton), So Far Away (Dire Straits), Thunderstruck (AC/DC), etc.

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quinta-feira, 12 de julho de 2018

ORQUESTRA PAULISTANA DE VIOLA CAIPIRA - VIOLA IN CONCERT ( EXCL. T.B )

Fundada em 29/10/1997 a Orquestra Paulistana de Viola Caipira – OPVC é um grupo musical que executa um único instrumento, a viola caipira de dez cordas, porém em formação orquestral (dividida em naipes distintos de atuação). Uma orquestra de verdade, na acepção do termo, onde a capacitação de seus músicos na educação musical formal permite que a OPVC explore um repertório eclético: da tradicional música caipira de raiz, berço do instrumento, à incursões inusitadas e originais na música erudita, MPB, new age e world music, sejam estas cantadas ou instrumentais, possibilitando assim um amplo espectro de opções de atendimento e satisfação aos seus clientes e admiradores.
A OPVC possui diversas formações que vão de um sexteto à mais de cinquenta integrantes, adaptando-se assim às variações de tamanho de palco e orçamento solicitados, mas sempre comprometida com o brilhantismo e o sucesso do resultado almejado.

ENDEREÇO

Rua Jorge Augusto, 606 – Vila Matilde
São Paulo – SP – Brasil

TELEFONES

tel.: (11) 2682.7780
cel.: (11) 97147.1044

E-MAIL

contato@orquestradeviola.com.br

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domingo, 8 de julho de 2018

ANTONIO E COMITIVA - DISCOGRAFIA ( EXCLUS. T. B )

Toni Soares, é cantor e compositor paraense, nascido na cidade de Bragança, tem inspiração nas folias, ladainhas, batuques de boi-bumbá e cordões de pássaros – tudo isso somado ao retumbão da Marujada de São Benedito, festividade mais tradicional da cidade de Bragança onde é a maior fonte de sonoridade dele, Toni é um incansável pesquisador de timbre, nessa busca acabou criando seu próprio instrumento a Banjola, que é uma espécie de banjo com braço de violão de 12 cordas tocado com arco de rabeca, tudo isso mostra o grande músico que é Toni Soares.

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Pelos garimpos do Brasil descobri essa pedra rara Toni Soares, Antonio e comitiva ao ouvir a musica "caminhos de são Benedito" me encantei com sonoridade,  os discos são uma mescla de sons e tradições e poesia.
Destaco a musica  "terra de gigantes"  cover do violeiro Almir Sater.
Destaque Também para a poética"clareia"  e "chuva de rosas seja como flor" uma canção que me deixou a flor da pele.

Recomendo!!!!
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LUI COIMBRA - OURO E SOL

LUI COIMBRA é violoncelista e cantor, violonista e arranjador, instrumentista de múltiplos dons e personalidade própria. LUI é também compositor de talento e é isto que nos mostrou seu primeiro cd solo, “OURO e SOL”.
Conjugando a erudição do violoncelo, instrumento que o consagrou, ao canto da sonoridade de um país de matizes diversos LUI faz cuidadoso garimpo num cadinho de baticuns, canções , cirandas e poemas e coloca na mesma roda Capiba e Quintana. O trabalho de LUI traduz a busca por uma MPB étnica e ética, que absorva influências buscando sua universalidade mas que mantenha suas raízes bem aprofundadas no fértil solo das manifestações populares brasileiras.

O disco “OURO E SOL” na imprensa:
"Poesia de Sons Contemporâneos”
O violoncelista , que também é cantor , estréia em disco solo mesclando o nordestino Capiba com poemas musicados de Mário Quintana, alternando folclore revisitado com a carioquice contemporânea de Pedro Luís e dividindo com Zeca Baleiro uma versão de "Fields of Gold" de Sting. Lui constrói um conjunto harmonioso... A voz doce e bem postada combina bem com o violoncelo... O Brasil tem em "Ouro e Sol" um retrato colorido, com enquadramentos originais e inusitados e um rigor técnico de Sebastião Salgado. Só que mais colorido e mais leve.
Kiko Ferreira - jornal "Estado de Minas"

"Ouro e Sol”
Com este ótimo cd de estréia, Lui Coimbra entra na tradicional linhagem dos "cantautores" brasileiros... Lui entra no clube com o violoncelo a tiracolo. Mas sem nenhum ranço erudito - um violonceleiro, como ele mesmo se classifica. Em músicas próprias, como a inspirada "Flores de Amsterdã" o cantor firma os pés num som regional-universal.
O refinamento da sala de concerto em chão de terra batida.
Leonardo Lichote - O Globo On Line

"Lui Coimbra estréia com Ouro e Sol"
… Com repertório calcado no popular brasileiro da mais pura origem, arranjos de alta qualidade, excelentes composições próprias e uma interpretação vocal madura que equilibra técnica e emoção, Lui prova com competência que é possível injetar bom gosto em um produto de fácil assimilação pelo público…
Estréia rara esta de Lui Coimbra, que consegue em seu primeiro cd atingir patamares de qualidade só alcançados por artistas consagrados e assim mesmo depois de muita estrada.
Diário do Pará

"Ouro, Sol e Lui
Lui Coimbra é um violonceleiro. Cantor e compositor carioca, filho de mineiros, carrega no rítmo e no sotaque uma generosa herança das montanhas... Músico elegante, seu violoncelo é suave e sua voz é bonita. Lui também é um compositor de amplos recursos , capaz de musicar com maestria poemas como os delicados Astrologia e O Idiota da Aldeia do mestre Mario Quintana.
É o primeiro (disco) do artista, o que nem dá para acreditar.
Confiram.
Luis Pimentel - jornal "O Pasquim"

"Combinação perfeita
Lui Coimbra lança seu primeiro e ótimo cd solo, misturando cello e zabumba... "Ouro e Sol" merece aplausos por juntar música de qualidade, que tem tudo para cair no gosto popular, e um cantor e tanto."
Luiz André Alzer - Jornal "EXTRA"

Ouro e Sol - crítica
Um dos músicos mais requisitados para participações em disco, o violoncelista Lui Coimbra estréia como cantor neste CD de tonalidade étnica. Lui passeia por cirandas, temas folclóricos (Peixe Vivo) e acerta ao musicar dois poemas de Mário Quintana, Astrologia e O Idiota desta Aldeia (com Admar Branco). A faixa-título é versão de música de Sting. Tudo costurado com uma sonoridade delicada.
cotação **** (ótimo)
Mauro Ferreira - O Dia On Line

"Quando o músico se assume cantor
... Lui partiu de sua voz suave para gravar "Ouro e Sol" . A voz e a instrumentação são responsáveis pela unidade que possibilitou juntar Capiba e Sting no mesmo disco. Mas não apenas Capiba, que ganha arranjo sofisticado, e Sting entram neste balaio inspirado. Mário Quintana teve dois poemas musicados pelo violoncelista. Lui também apresenta composições próprias como "Estrela do Oriente", com participação de Naná Vasconcellos ..." João Pimentel - jornal "O Globo"

Lui Coimbra estréia em CD
"Ouro e Sol" , do carioca Lui Coimbra , é uma das maiores surpresas fonográficas da música popular brasileira dos últimos tempos.
Pelo colorido nordestino que carrega e pela presença de um exímio instrumentista, arranjador, cantor e compositor. O fato de Lui Coimbra tocar violoncelo e cantar ao mesmo tempo, num disco de estréia, é um diferencial a seu favor…
Michelle Assunpção – Diário de Pernambuco

Guarde bem esse nome - Lui Coimbra –
Ainda vamos ouvir falar muito nele
"Flores de Amsterdã" ( composição de Lui ) é de uma beleza indescrítível, assim como "O idiota desta Aldeia", poema de Mário Quintana musicado por Lui. A composição "Onde mora o Sol" é de lagrimar de tão bonita… "Peixe Vivo" vem num arranjo perfeito, tem sanfona, guitarra com wa-wa e percussão eletrônica, dando um tratamento world music bacana.
Uma obra rara de se ouvir hoje.
Se eu fosse você que está lendo esta matéria, sairia zimbado para comprar esse disco.
Toni Soares – Diário do Pará

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Mágico !!!!!
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