domingo, 10 de setembro de 2017

TAGORE - PINEAL

Pineal (2016, Sony Music) é uma viagem que começa antes mesmo que a primeira música do disco, a introdutória Mudo, tenha início. Basta observar a cósmica imagem de capa do álbum, trabalho que conta com a assinatura de Caramurú Baumgartner, para perceber a essência colorida do segundo registro de inéditas da banda comandada por Tagore Suassuna. Guitarras, vozes e versos que bebem de diferentes fontes psicodélicas, fazendo do registro um verdadeiro delírio musical.
Sucessor do álbum Movido a Vapor, de 2014, o novo disco do grupo pernambucano dialoga com o presente da música psicodélica. Composições que visitam diferentes cenas e referências de forma atenta, ampliando o terreno criativo da banda – completa com Julio Castilho (baixo, guitarra e teclados), Caramurú Baumgartner (percussão e teclados), Emerson Calado (bateria), João Cavalcanti (baixo, guitarra e teclados) e Diego Dornelles (baixo, guitarra e teclados).
Claramente influenciado pelas texturas instrumentais e experimentos incorporados por Kevin Parker no Tame Impala, Tagore e os parceiros de banda fazem de cada faixa ao longo do disco um precioso exercício de reverência. Difícil não lembrar de obras como Lonerism (2012) e Currents (2015) ao esbarrar nas guitarras e distorções de faixas como Camelo. A própria Apocalipse Jeans, 11ª canção do disco, nasce como uma referência direta à também lisérgica Apocalypse Dreams. (cleber facchi)


Conheci Tagore pela Tv achei muito interessante a influencia da psicodelia anos 60/70 em suas musicas, uma hora me lembra Violeta de Outono outra Pink Floyd nos seus primeiros discos, é um bom trabalho.

Se vc gostou adquiri o original, valorize a obra do artista.
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TERRA BRASILIS


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