quarta-feira, 9 de agosto de 2023

ALMIR SATER - DO AMANHÃ NADA SEI

 


Almir Sater acaba de lançar o álbum “Do Amanhã Nada Sei”. É o décimo disco de estúdio, em 40 anos de carreira do artista. Um álbum envolvente, com letras apaixonadas e arranjos elaborados, uma compilação de músicas que deixam à mostra as influências que moldam a essência e as composições do violeiro.Dez faixas compõem o álbum, oito são em parceria com Paulo Simões, “Do Amanhã Nada Sei” – que batiza o trabalho; “Verdade Absoluta”, “Portão Preto”, “Angu Com Caroço”, “Olhos De Cachoeira”, “Sete Chaves”, “Canção Sem Estrelas” e “Peabiru”, música que fecha o álbum e fez parte da trilha de Pantanal, gravada simultaneamente ao álbum.

Na faixa “Angu Com Caroço”, Almir surpreende tocando cavaquinho, influência de Jô Luterio – carinhosamente chamada de Joana do Cavaco; uma das responsáveis pelo áudio da novela Pantanal, e que aos finais das gravações emocionava a todos com o refinado toque do seu cavaquinho.

Na música “Ave Chamada Tempo” o parceiro é Renato Teixeira, e na bela canção de amor “Eu Sou Mais Do Que Sou”, primeira parceria de Almir com Luiz Carlos Sá, de quem o violeiro é fã desde os tempos do Rock Rural, de Sá, Rodrix e Guarabyra.

Nas gravações, Almir tocou viola, violão, charango e cavaquinho, já Eric foi o responsável por vocais, guitarras, violões, mandolin, baixo, teclados e percussão.

Na bateria, a lenda Chad Cromwell, com um currículo que inclui trabalhos com Mark Knopfler, Crosby Stills Nash and Young, Peter Frampton e Neil Young. No piano o igualmente lendário John Jarvis (Rod Stewart, James Taylor, Ringo Starr, Bob Seger, John Denver e Lionel Ritchie). Sidinho Moreira (Sting, Paul Simon, Julio Iglesias, Elis Regina, Gal Costa, Chico Buarque, Gilberto Gil e Ney Matogrosso) e seu filho Ian Moreira na percussão. Completam o time: a percussionista argentina, Carolina Cohen e o virtuoso Marcelus Anderson, sanfoneiro de Aquidauana/MS. Finalizando, os envolventes vocais de Ruby Amanfu (Jack White, Beyoncé e Norah Jones) e Tania Hancheroff (Garth Brooks, Kenny Rogers e INXS).

Excelente disco !!!

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TERRA BRASILIS

terça-feira, 4 de julho de 2023

CLAUDIO LACERDA - ALPENDRE


 O cantor e compositor radicado em Botucatu, Cláudio Lacerda está lançando seu novo trabalho, o sexto em 20 anos de carreira. Intitulado “ Alpendre”, traz 11 faixas caracterizadas pelos arranjos delicados e interpretações caprichadas, e que estará disponível em todas as plataformas de streaming .


Abordando temas voltados para a valorização da vida simples e cheia de poesia, essa nova coleção de canções apresentada por Cláudio Lacerda celebra sua parceria com o compositor sul mato-grossense Paulo Simões, autor de “Trem do Pantanal” (com Geraldo Roca) e “Comitiva Esperança” (com Almir Sater) entre tantas outras, e confirma seu status como um dos nomes mais representativos do folk brasileiro.

O gênero não é novo. Sua origem remonta a trabalhos de mestres como Renato Teixeira, Sá e Guarabyra e Zé Geraldo, entre outros. Mas está pleno de vigor, carregando em seus acordes a poeira das estradas, o perfume do campo, o diálogo amoroso com a sabedoria e a beleza das tradições da nossa música interiorana e uma significativa capacidade de trazer conforto e esperança para os ouvintes, mesmo em tempos sombrios e turbulentos como os atuais.

No “ Alpendre”, como numa saborosa roda de violão, amigos somam seus talentos aos do anfitrião. Seja como parceiros em composições ou convidados nas faixas, participam do trabalho: Zé Geraldo, Paulo Simões, Nô Stopa, Neymar Dias, Wilson Teixeira e o violeiro e ilustrador Yuri Garfunkel, criador da capa e do projeto gráfico.

No " Alpendre”, Claudio Lacerda oferece ao público uma obra essencialmente equilibrada, madura e delicada. Canções que a todo instante emociona ou carregam longe o pensamento, orientando a experiência do ouvinte por sensações que evocam a poesia viva, aquela que brota dos encontros, da natureza, da paz e da melhor tradição do cancioneiro popular brasileiro.

Maravilhoso do começo ao fim !!!!
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terça-feira, 17 de janeiro de 2023

RENATO TEIXEIRA E FAGNER - NATUREZAS

 


O tão aguardado álbum está entre nós!

Renato Teixeira e Fagner acabam de lançar o álbum “Naturezas”, com repertório inédito e trazendo duas regravações em sua bagagem.

O projeto reúne e mistura histórias, parcerias, composições, melodias, experiências, carreiras, estilos e naturezas diferentes.

A arte gráfica do álbum foi comandada por Elifas Andreato, prestigiado designer, responsável por grandes capas de discos da música brasileira, que nos deixou nos deixou recentemente.

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TERRA BRASILIS

sexta-feira, 13 de janeiro de 2023

NOEL ANDRADE - SOBRE PEDRAS E GIRASSÓIS


Noel Andrade lança seu terceiro álbum pela gravadora KUARUP, detentora de um grande elenco de artistas consagrados da Musica Popular Brasileira. Embarca com sua viola caipira no mundo das composições e novas parcerias como Zeca Baleiro, Mustache & Os Apaches, Folk na Kombi. Um álbum intrigante onde o artista se debruça sobre o repertório que selecionou como produtor e compositor, orientando-se através da matriz africana que une as Américas e faz o Baião, o blues, o samba e até música caipira serem irmãos. Viaja por um cenário vasto e extremamente delicado que faz o rockeiro, o caipira, o Blueseiro colocar uma mochila nas costas e ir se encontrar com Johnny Cash para tocar e cantar seus amores, suas paixões seus vivos e mortos! Assim nasceram as canções do CD Sobre Pedras e Girassóis.

Recomendo !!!
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terça-feira, 21 de junho de 2022

WILSON TEIXEIRA - ROCKAIPIRA VOL. II

 

Rockaipira Vol. II (2022) é o segundo álbum de versões do violeiro Wilson Teixeira , e quarto álbum da carreira, lançado após os discos autorais Casa Aberta (2015) Almanaque Rural (2007).

É um álbum de releituras de clássicos do rock clássico internacional tocados na viola caipira e cantados por Wilson Teixeira, com arranjos acústicos em que o som campesino e rural da viola caipira se funde aos riffs de grande hits internacionais

01 Wasted Years (Iron Maiden) 

02 Every Breath You Take (The Police) 

03 Still Haven't found what I'm looking for (U2) 

04 Mr. Jones (Counting Crows) 

05 The Trooper (Iron Maiden)

06 Wonderful Tonight (Eric Clapton) 

07 Dust in the wind (Kansas)

08 Message In a Bottle (The Police) 

09 On The Turning Away (Pink Floyd) 

10 Light My Fire (The Doors) 

11 Hallellujah (Leonard Cohen) 

12 Run Like Hell (Pink Floyd) 

Disponível  nas principais plataformas digitais

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TERRA BRASILIS 

sexta-feira, 10 de junho de 2022

GIANCARLO BORBA - POR ONDE VAMOS

 

Em seu segundo trabalho fonográfico, o gaúcho radicado em Minas apresenta novas composições autorais, dentre elas parcerias com Déa Trancoso, Sol Bueno e Paulo Nunes .

Gaúcho radicado em Minas na cidade de Moeda, o álbum traz influências das sonoridades da região natal do cantautor com referências em ritmos como milonga, chamamé e chacarera, além de diálogo musical que incluiu arranjos criados e executados por músicos mineiros.

 Natural de Herval, Giancarlo Borba estudou música na UFPel. Posteriormente, residiu no litoral norte gaúcho, dedicando-se a criações como o instrumento de percussão “Pampeano”, que tem atraído interesse de músicos do País e exterior. O primeiro disco “Milongador”, resultado da parceria com o educador popular Osmar Hences, foi lançado há quase dez anos. O trabalho recebeu indicação, como revelação, ao Prêmio Açorianos. Na trajetória, Giancarlo Borba também tem participado de edições projeto “Dandô Circuito de Música Dércio Marques”, que possibilita a itinerância e intercâmbio musical. 

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TERRA BRASILIS

 

quinta-feira, 9 de junho de 2022

KATYA TEIXEIRA - CANÇÕES PARA ATRAVESSAR A NOITE ESCURA

 

 

Cantora, instrumentista e compositora paulistana, que também é pesquisadora da cultura popular brasileira e que traz em seu trabalho musical o resultado de suas andanças pelo Brasil. Garimpando saberes e sonoridades que incorpora a sua musicalidade, fazendo reverência aos mestres populares e as manifestações culturais autênticas do nosso país.
       
       Com 6 cd´s gravados, 4 singles e inúmeras participações em CDs e shows de artistas consagrados da Música Popular Brasileira, Kátya Teixeira teve seus CDs indicados ao Prêmio da Música Brasileira, finalista no Prêmio Profissionais da Música na categoria Artista - Raíz e Troféu Catavento 2012 e 2016 de Solano Ribeiro – Rádio Cultura/SP.
      
       Assina vários projetos culturais dentre os quais se destaca o Dandô – Circuito de Música Dércio Marques que cria um intercâmbio e circulação de música popular em várias cidades brasileiras, além da realização de vivências e oficinas integrando e valorizando a cultura popular pelo país. Esse projeto recebeu o Prêmio Brasil Criativo do MINC/SEBRAE em 2014 como melhor projeto de Música na categoria Artes e Espetáculos e finalista no Prêmio Profissionais da Música na categoria Projetos Culturais Musicais.

        Nos últimos anos Kátya lançou o CD Coletânea Cantariar - 21 anos de carreira, numa compilação de algumas de suas participações em CDs de parceiros ao longo de sua trajetória, o CD autoral “As Flores do Meu Terreiro”, com canções inéditas em parceria com Consuelo de Paula, Paulo Nunes, João Evangelista Rodrigues, Lígia Araújo, Rogério Santos, Gildes Bezerra, Beth Magalhães, Wander Porto, Paulo Matricó, Victor Batista e Catarina Basso. Os singles Violetas e Margaridas (que ganhou versão em espanhol), Décimas para Violetas e Margaridas (parceria com Paulo Nunes e Eva Parmenter) e Pega-Pega (Paulo Gomes).

 

            2021 se revelou um ano de intensa produção, Kátya lançou dois novos trabalhos Acalantos e Canções pra Despertar, produzidos em parceria com André Venegas nos meses de março e abril 2021, o single A  BOLSA OU A VIDA tema do filme de mesmo nome de SILVIO TENDLER em julho/agosto. Levou ao ar a TV DANDÔ como coordenadora geral. E no último trimestre do ano vem nascendo VIOLETAS E MARGARIDAS, show e gravação de CD ao vivo.

 

           E  não pára por aí... 2022  O CANÇÕES PARA ATRAVESSAR A NOITE ESCURA | Canções na Quarentena - álbum 1 e 2, têm  lançamento pra abril e julho, respectivamente. 

O CD CANÇÕES PARA ATRAVESSAR A NOITE ESCURA | Canções na Quarentena é o resultado de dois shows - Acalantos e Canções pra Despertar - produzidos pela cantautora e multi-instrumentista Kátya Teixeira com a presença fundamental de André Venegas no processo de feitio durante o período de Pandemia por coronavírus. Diante do cenário social, político, humano onde nos deparamos com nossas fragilidades essas canções surgem pra nos trazer um calor, um afago, "um carinho no centro da pedra dura", nos fazendo crer que apesar de tudo amanhece, sempre amanhece.

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TERRA BRASILIS

quarta-feira, 1 de junho de 2022

OSNI RIBEIRO - CANTIGAS DE ANDAR

 

texto :https://www.abcdoabc.com.br

As andanças por diversos palcos Brasil afora serviram de inspiração para “Cantigas de Andar”, o mais recente trabalho do cantador, compositor e violeiro Osni Ribeiro que já está disponível nas plataformas digitais.

Dos encontros e rodas musicais nas cidades por onde passei e mesmo nos caminhos virtuais que desbravamos durante a pandemia surgiram novas canções, muitas delas parcerias inéditas. O ‘andar’ artístico continuou e até ampliou-se em formato online. Assim, o álbum revisita essas passagens e apresenta os frutos dessas interações”, detalha Osni.

O nome do disco “Cantigas de Andar” faz referência ao conceito do “Dandô – Circuito de Música Dércio Marques”, projeto coletivo que também ‘anda’ pelo Brasil impulsionando a circulação de shows. “Faço parte do circuito desde 2018 e isso permitiu maior capilaridade para os meus trabalhos autorais, proporcionando interações com plateias e artistas de muitas e diferentes localidades e linguagens”.

O repertório do novo disco incorpora ao trabalho autoral de Osni Ribeiro os traços e as influências de seus parceiros musicais que, da mesma forma, protagonizam, defendem e mantêm vivas as características das tradições culturais e propõem um novo diálogo com a atualidade.

Na composição utilizo elementos de nossas raízes culturais e uma linguagem musical que proporciona às plateias a proximidade com um universo que muitas vezes é pintado com cores que não condizem com a realidade e com a história de nossa cultura”.

 

Para Osni Ribeiro, “Cantigas de Andar” procura ressignificar o movimento da música que flui dos interiores para as metrópoles e carrega na sua essência elementos de ligação e afetividade entre os grandes centros urbanos, as pequenas cidades e o campo. Apresenta novas perspectivas musicais a partir dos regionalismos diversos que sobrevivem dentro de uma nação continental e que necessitam de cuidados com suas matrizes culturais, de reconhecimento e do fortalecimento da sua identidade.

É a música caipira, regional, que nos dá a oportunidade de sabermos quem somos e de onde viemos. Cuidar das raízes, sempre, mas sem perder de vista os brotos, flores e frutos, naturais do cultivar, inerentes à dinâmica da cultura”, reforça o artista.

A presença inédita de parceiros de composição em todas as faixas ampliou consideravelmente os sotaques, as linguagens e as temáticas musicais do disco.

“Cantigas de Andar” reúne 13 canções assinadas por Osni Ribeiro e seus parceiros:

Rio Acima, Rio Abaixo” – feita com o conterrâneo de Botucatu Fernando Vasques

Porte de Almas” - parceria tripla com Fernando Vasques e com o mineiro Marcelo Taynara

 “Rio Amargo” – novamente uma tripla parceria desta vez com os poetas mineiros Paulo Nunes e Juca da Angélica (in memoriam)

Nada é Casual” – essa composição marca a estreia do escritor paulista Joel Emídio da Silva na criação musical

Manhã Violeira” – composta com Bernardo Pellegrini, radicado em Londrina

Milonga pra Cuidar da Alma” – essa milonga caipira traz o sotaque gaúcho do Rodrigo Rocha, de Encruzilhada do Sul

Estações” – trabalho compartilhado com o carioca Alexandre Lemos, compositor consagrado com músicas gravadas por nomes como Renato Teixeira e Ney Matogrosso

Dança de Nhanderu” – com o parceiro mais recorrente, o premiado poeta e escritor Marco Cremasco

Viagem de Folia” – com Paulo Nunes

Tanto Trem” – mais uma parceria conterrânea com o jornalista, pesquisador, escritor e poeta Sérgio Santa Rosa

"Simples Assim” – com o companheiro de cantorias, o paulistano Cláudio Lacerda

O Pó da Rabiola” - parceria inédita com o pernambucano Tavinho Limma, radicado em Ilha Solteira e amigo de festivais há mais de 30 anos

Viola que Chora” – com o mineiro radicado em Brasília, o poeta Edimar Silva

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Recomendadíssimo !!!

TERRA BRASILIS

 

terça-feira, 17 de maio de 2022

VITRAL - ENTRE AS ESTRELAS

 

 

No mundo das artes não faltam histórias de trabalhos "perdidos", seja porque não restaram cópias, seja porque sequer foram concretizados. Quantas bandas não fizeram apenas shows, os quais não foram registrados, portanto, só restam aos musicólogos atuais relatos de integrantes ou espectadores? Fãs ficamos curiosos, mas morremos sem conhecer trabalhos considerados precursores do estilo que amamos.

A cena do rock progressivo brasileiro certamente tem seu quinhão de grupos jamais registrados. Um deles era o Vitral, formado no Rio de Janeiro, no início dos anos 1980, por Alex Benigno (guitarra e teclados), Claudio Dantas (bateria e percussão), Eduardo Aguillar (baixo, teclados e guitarra), Elisa Wiermann (teclados) e Luis Bahia (guitarra e baixo).

A banda atuou por cerca de dois anos e pouquíssimos registros subsistem. Mas, graças à algumas partituras, raras fotos e fitas cassete com gravações domésticas encontradas por Eduardo Aguillar em seu arquivo, surgiu a ideia de produzir um álbum com suas músicas compostas para a banda.

O que a princípio seria trabalho solo, transformou-se na proposta de unir os antigos integrantes para participarem do projeto, convite imediatamente aceito por Claudio Dantas. O Vitral reconstituía-se.

A formação atual é: Claudio Dantas (bateria e percussão), Eduardo Aguillar (teclados), Luiz Zamith (guitarra), Marcus Moura (flautas), Vítor Trope (baixo). Todos experientes na cena prog nacional, tanto em suas carreiras-solo, como em suas participações em bandas como o Bacamarte e Quaterna Réquiem.

O Vitral passou então a arqueologizar sua própria história e trouxe à luz o álbum Entre As Estrelas, lançado pela Masque Records, no final de dezembro. São três faixas, compostas por Eduardo Aguillar entre 1983 e 1985, exceto as 'Estações', constantes da quilométrica canção que nomeia o CD: estas foram escritas em 2016.

Não dá para negar a raiz oitentista do prog do Vitral. Mesmo gravado ano passado, o estilo das composições e mesmo a sonoridade remetem a bandas europeias e latino-americanas da década, que se inspiravam no sinfônico setentista, mas já compunham e tocavam sob o impacto dos novos sintetizadores e da influência de artistas como Jean Michel Jarré.

Pétala de Sangue abre solene, mas não demora nada a apresentar suas verdadeiras cores alegres. Intercalando solos de guitarra, teclado e flauta, há momentos que dá a impressão de trilha sonora para filme de fantasia oitentista ambientado na Idade Média. Dá vontade de cirandar por torneios e feiras do medievo.

Em um álbum inteiramente instrumental, o grande teste vem com a faixa-título, que dura quase 52 minutos e meio. Estivéssemos na época em que a maioria de suas partes foram compostas e não sobraria espaço para as outras duas canções e mesmo ela teria que vir dividida entre os lados 1 e 2 do bolachão de vinil. Entre as Estrelas é constituída de vários segmentos interligados pelas Estações mais recentemente idealizadas. Em sua maioria o clima e andamento são vibrantes, meio de corrida espacial mesmo

Depois de tanto agito, repouso faz-se necessário e então entra a faixa-fecho, Vitral, com seu delicado clima quase litúrgico de pós-medievalidade.

Entre as Estrelas, o álbum, é um achado para quem acompanha a cena prog brasileira, pois recupera material que poderia se perder nas inclementes areias do tempo.

Saiba mais:

Formada no Rio de Janeiro no início dos anos 80, a banda de rock progressivo VITRAL ficou aproximadamente dois anos em atividade, com pouquíssimos registros da época. Mas, graças à algumas partituras, raras fotos e fitas cassete com gravações domésticas encontradas por Eduardo Aguillar (baixo/teclado/guitarra) em seu velho arquivo, surgiu a ideia de produzir um álbum com suas músicas compostas para a banda. O que a princípio seria um trabalho solo se transformou na proposta de unir os antigos integrantes para participarem do projeto, proposta imediatamente abraçada pelo baterista Claudio Dantas. Partiram então para as gravações de teclados, baixo e bateria, o seria um pulo para o desafio de relançar a banda, reconstruindo o grupo com novas ideias, experiências e inspirações. 

A formação original era composta ainda pelo guitarrista e tecladista Alex Benigno, pelo guitarrista e baixista Luis Bahia e pela tecladista Elisa Wiermann. Atualmente, ao lado de Eduardo Aguillar e Cláudio Dantas, formam a banda o guitarrista Luiz Zamith, Marcus Moura (flautas, teclados e acordeão - Bacamarte / ex-Roque Malasartes) e o baixista Vítor Trope (Orquestra Rio Camerata). Nascia, assim, após quase quatro décadas, o primeiro CD da banda, ENTRE AS ESTRELAS, um lançamento nacional que balizado, também, a partir da jovem parceria entre a produtora VÉRTICE CULTURAL, a RÀDIO BEPROG e a MASQUE RECORDS, responsável pela distribuição no Brasil e no exterior. No Rio, o show de lançamento será na terça-feira, dia 03 de abril, às 19h, no Centro Cultural da Justiça Federal, na Cinelândia.

Completamente instrumental, o disco traz uma mistura de influências e inspirações em três músicas, sendo uma delas, a faixa título, uma suíte de 52'22”, dividida em treze movimentos. Todas as músicas foram compostas entre 1982 e 1985, com exceção das “ESTAÇÕES”, pequenos movimentos que interligam toda a suíte, essas compostas em 2016.Com capa realizada pelo também artista plástico Claudio Dantas, o CD tem sido reconhecido como um dos melhores discos recentemente lançados no cenário progressivo mundial. E consta entre os dez melhores lançamentos mundiais de 2017 pelo famoso site progarchives.com. Hoje publicações sobre o álbum são encontradas no Brasil, Estados Unidos, Europa e Japão.

Hoje o VITRAL está de volta e é formado por músicos que, além de participarem de outras bandas e/ou realizarem seus trabalhos solos, resolveram também fazer parte dessa nova história do rock progressivo nacional. O lançamento do álbum “Entre as Estrelas” revigora o movimento da música progressiva no Brasil, destacando o cenário carioca como lançamento deste trabalho que remonta aos mais belos álbuns produzidos no auge deste segmento musical na década de 70, seja pela harmonia, composição e a execução rebuscada de muita qualidade e formação musical.
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sexta-feira, 8 de abril de 2022

ÉLCIO DIAS E AMORIM CANTAM PENA BRANCA E XAVANTINHO

 

Os músicos Élcio Dias & Amorim, cantadores da cidade de Embu das Artes, lançaram pela produtora e gravadora Kuarup o álbum digital Élcio Dias & Amorim cantam Pena Branca & Xavantinho em homenagem aos artistas. Influenciados por clássicos do repertório caipira e ritmos da cultura popular como a congada, o pagode, a Folia de Reis e músicas juninas, eles se juntaram em torno da obra de Pena Branca & Xavantinho, interpretando os grandes sucessos da dupla. O álbum traz 16 músicas e, entre elas, pérolas como O Cio da Terra, Vaca Estrela e Boi Fubá, Cuitelinho e Calix Bento.

A ideia do projeto surgiu em 2003 quando Élcio estudava música na Faculdade Paulista de Artes. Em 2008, o músico apresentou um show na Festa de Santa Cruz de Embu das Artes em homenagem à velha dupla. Na ocasião, Élcio conseguiu conversar algumas vezes com Pena Branca por telefone e aproveitou para pedir autorização para realizar o show. Conversaram sobre músicas e futuras parcerias, mas o tempo passou e infelizmente, em 2010, Pena Branca faleceu e o projeto foi deixado de lado. Mas em 2020, no começo da pandemia da covid-19, passando muito tempo em casa, Élcio decidiu resgatar o antigo sonho, fez uma grande pesquisa sobre a vida dos cantores e voltou a ouvir as canções e se inspirar em escrever o projeto.

Por quatro meses os músicos Élcio Dias & Amorim permaneceram isolados em Embu das Artes se protegendo da pandemia. Ambos se comunicavam apenas por telefone ou vídeo conferência para pesquisar, criar e fazer a escolha do repertório até que, no mês de julho de 2020, decidiram entrar em estúdio para gravar o álbum.

Élcio Dias gravou violão em todas as faixas e Amorim gravou a viola, tendo a participação especial da cantora Elisa Dias na faixa Viola Quebrada e do grupo folclórico Folia de Reis do Lajedão na faixa Reisado. Élcio Dias & Amorim fizeram as releituras das músicas e se preocuparam em manter viva a essência, a pureza, a verdade e a tonalidade, que é uma característica única e marcante da dupla Pena Branca & Xavantinho.

A dupla carrega uma grande militância cultural. Pare eles, preservar a cultura significa manter os bens artísticos do País construídos por gerações e é o registro da evolução do povo. "Um povo sem memória é um povo sem alma e Pena Branca & Xavantinho, de alguma forma, exercitaram um papel muito importante ao mostrar ao povo que ele não pode e não deve perder nunca as suas raízes que o prendem ao mais profundo de si mesmo", afirmam. (http://cidadeembudasartes.sp.gov.br/)

Saiba mais.

Élcio Dias & Amorim - Barulho d'Água Música

Recomendo !

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