sexta-feira, 28 de janeiro de 2022

LEVI RAMIRO - MOTE CANÇÃO

Natural de Uru, pequena cidade do interior Paulista, o violeiro e artesão é conhecido por tocar em instrumentos que ele próprio fabrica como as violas de cabaça. Com base nos valores da cultura popular e misturando elementos que formam nossa música Brasileira, Levi Ramiro celebra em suas composições a poesia e simplicidade da vida interiorana. Músicas registradas até aqui em dez álbuns autorais e em álbuns de outros artistas. De formação autodidata, iniciou-se na música tocando violão popular. No começo da década de noventa adota a viola como principal instrumento absorvendo seu universo cultural que veio de encontro com suas raízes, motivo pelo qual ampliou sua produção musical tanto na arte de tocar como fabricar este instrumento. Premiado em 2019 na categoria Violeiro pelo PPM Prêmio Profissionais da Música: https://revistaforum.com.br/cultura/levi-ramiro-vence-premio-profissionais-da-musica-na-categoria-violas-e-violeiros/ Participou da 18ª edição do projeto Sonora Brasil tema Violas Brasileiras biênio 2015/2016 promovido pelo Sesc conhecido como o maior projeto de circulação musical do Brasil. Além de outros três grupos, Levi Ramiro ao lado do amigo Paulo Freire representando a Viola do Sertão e a Viola Caipira circularam por todos os Estados do Brasil. http://www.sesc.com.br/portal/cultura/ musica/sonora_Brasil/ Recebeu o Prêmio Rozini 2010 Excelência da Viola Caipira junto com os violeiros; Rogério Gulin, Índio Cachoeira e Marcos violeiro na categoria de Violeiro solo. Após ficar como finalista do Festival Syngenta de Viola Instrumental em 2004, foi anfitrião da série Circuito Syngenta de Viola Instrumental 2009 e 2010, tocando em inúmeros teatros pelo Brasil dividindo o palco com músicos e violeiros de expressão nacional. www.ciruitosyngentadeviola.com.br Em 2005 foi selecionado para o projeto Rumos musicais do Itaú cultural com material registra- do em CD e DVD que tem por objetivo mapear e divulgar a produção musical Brasileira em todas as tendências. Além de apresentar-se por todo o Brasil com diferentes formações, promove oficinas de iniciação da viola, oficina de Ritmos Caipiras, a oficina Convivência com a Viola e a oficina Fabricação da Viola de Cabaça. Tem participação em discos de vários artistas tocando sua viola e na direção musical dos discos de amigos como: João Bá, Socorro Lira, Daniel de Paula, Júlio Santin, Carlos Vergalim, Jackson Ricarte e Adriano Rosa. Violeiro e artesão, Levi Ramiro Silva nasceu em 1966, na cidade de Uru/SP, e atualmente reside em Pirajuí/SP. Ministra oficinas de fabricação e toque de viola em várias regiões do Brasil com destaque para sua oficina “Fabricação da Viola Brasileira feita com cabaça.” Para Levi Ramiro, a Viola de Cabaça é uma legítima viola da terra. Iniciou sua aprendizagem com música caipira e música regional, e atualmente toca música autoral (canções e instrumental), compondo em estilo variado: regional, Baião, Milonga, Caipira dentre outros, assim como também toca o cancioneiro caipira, e outros estilos e compositores. 

Décimo primeiro álbum do violeiro e artesão Levi Ramiro, onde suas memórias de infância e reflexões atuais permeiam os caminhos das 13 faixas autorais. Entre elas algumas parcerias com João Ba, José Carlos Brandão, Carlinhos Campos, Amauri Falabella e Sebastião Lopes Teixeira.

CORRÊA, Jussânia Borges. Ecomusicologia no Cerrado: violeiras e violeiros convivendo com a natureza. 2017. 268 f., il. Dissertação (Mestrado em Música)—Universidade de Brasília, Brasília, 2017. Disponível em: Décimo primeiro álbum do violeiro e artesão Levi Ramiro, onde suas memórias de infância e reflexões atuais permeiam os caminhos das 13 faixas autorais. Entre elas algumas parcerias com João Ba, José Carlos Brandão, Carlinhos Campos, Amauri Falabella e Sebastião Lopes Teixeira. 

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TERRA BARSILIS 

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

AMAURI FALABELLA - TEMPO DE PAZ

 


Uma verdade irretocável: música é coisa que os brasileiros sabem fazer direito.

Sem qualquer rompante ufanista, é uma verdade reconhecida mundo afora. Junta-se ao patrimônio – material e imaterial – onde são acrescidos belezas naturais, posição geográfica privilegiada, clima agradável, condição geopolítica relativamente tranqüila, uma vez que temos relações tranqüilas com nossos vizinhos.

Nesses tempos de pandemia, privados que estamos do contato social, a arte tem sido nossa melhor companhia. Somos lhes gratos pelas lives, pelos trabalhos produzidos na quarentena, que tem sido o nosso bálsamo, conseguindo realizar o milagre que transforma a desolação desses tempos difíceis em esperança, amor  e paz. Não, não estou recitando nenhum  manual de auto-ajuda; estou falando da experiência direta de quem acredita no que faz e gosta. Nesse sentido, é inspirador.

O CD Tempo de Paz, de Amauri Falabella, projeto contemplado pela Lei Emergencial Aldir Blanc, é o quinto trabalho de um artista que se move nas entranhas da cultura musical brasileira com a familiaridade de quem conhece cada centímetro quadrado desse vasto território, do qual o grande público conhece apenas uma pequena parte, pois a Arte consumida pelas “massas” geralmente obedece a padrões maleáveis à ouvidos condicionados ao consumo rápido e contínuo.



A música de Amauri requer corações e mentes abertos; ele traz um universo dentro de si e por isso sua arte flui como o deslizar tranqüilo de um riacho cristalino. “Malungo”, que sempre caminhou com gente como Vidal França, João Bá,  Kátya Teixeira, Consuelo de Paula, Elomar, Dércio Marques, e tantos outros, pois tem enorme facilidade de dialogar artisticamente com variados parceiros.



“Tempo de Paz” é um disco curto, tempo justo para breve pausa, se abastecer de energia boa e prosseguir a caminhada. São 9 faixas, com voz e violão, com sabor de  manjar preparado com requinte cuidadoso, sem pressa. Nascido de parcerias variadas,  como o profícuo Chico Branco (assina 3 músicas em parceria); o irrequieto Levi Ramiro, que compõe em qualidade e quantidade assombrosas; a mineira de raiz, Sol Bueno. Completam o time de parceiros Marco Túlio de Oliveira Reis, Marcelo Lavrador,  Helton Gomes e Joshen Rique.

A execução das faixas, com voz e violão, soa como se o artista estivesse na sala de casa, fazendo o tempo passar despreocupadamente, com leveza. Cada faixa pode literalmente ser chamada “trilha”, pois são caminhos que percorremos, desde  veredas sertanejas, trilhos urbanos, viagens siderais, serenatas em tranqüilas vilas interioranas.

Todas as composições são inéditas, com exceção de “Maria, Estrelas e Geraes”(Chico Branco e Amauri), que foi gravada pela  primeira vez por Kátya Teixeira no seu “Feito de Corda e Cantiga”, de 2011.  É a faixa que abre o disco e o faz em grande estilo, pois “Maria, Estrela e Geraes” está destinada a ser um clássico de nosso cancioneiro. Junto com  “Noites do Sertão”, de Tavinho Moura e Milton Nascimento, as cantigas tratam do universo mítico de Guimaraes Rosa.  “Noite do Sertão” é inspirada na novela homônima, a terceira parte de Corpo de Baile; “Maria Estrelas e Geraes” remete diretamente ao Grande Sertão: Veredas. As referencias mais explicitas são o Liso do Sussuarão e sua paisagem mítica e  “Maria” (primeiro nome da personagem Diadorim,  filha e vingadora do grande chefe Joca Ramiro, cujo nome completo é Maria Deodorina da Fé Bettancourt). Puro Guimarães Rosa, decifrado em harmonia e verso, por quem conhece os segredos:

Esse que vos escreve teve a oportunidade rara de ver essa canção nascendo. Por meados de 2010 /2011, quando de minhas andanças pelo famoso “Bar do Frango”, do Tatau – aquele que é para poucos! – encontrei Chico Branco. Sabedor que sou leitor do Grande Sertão: Veredas, humildemente pediu minha opinião sobre uns versos que estava compondo, inspirados pela obra, de quem é leitor devoto. Começou ele, declamando os versos iniciais do poema que nem nome tinha:

Certas canções serão veredas / Certas veredas serão reais / 

Certas canções serão divinas / Certas minas serão gerais...”

- Que tal, Joca? – perguntou, referindo-se a meu pseudônimo (Joca Ramiro), justamente em homenagem ao personagem do livro. Naturalmente fiquei espantado, pois esses versos iniciais do poema pareciam ditados diretamente pelo Rosa! Tudo ali estava repleto da sabedoria do mago de Cordisburgo!  Aldeanamente mineiro e ao mesmo tempo universal, onde nada era afirmado peremptoriamente; o modo de dizer é um meneio, um oscilar que não é de hesitação ou dúvida: o interlocutor é levado a matutar, a refletir. A palavra “certas”, que inicia cada verso, é um “negaceio”, uma aproximação cautelosa  - existe jeito mais  mineiro, esse dizer que não nega o desdizer? Certas canções, serão veredas” oculta nas entrelinhas  que nem todas as canções o serão! E assim prossegue, como se fosse o próprio Riobaldo narrando em seu prosear dançante. E nas semanas seguintes, Chico Branco sempre me mostrava a evolução dos versos, desdobramentos de outros. Até que numa das noites, encontrei-o acabrunhado, aborrecido. Ao me ver, um tanto constrangido, desabafou:

- Empaquei, Joca Ramiro. Não consigo terminar. Vou passar o cajado pro Amauri, ele vai saber o que fazer...

...e foi assim que se concretizou a parceria. Quando, meses depois, ao ouvi-la completa, com melodia, senti-me guiado através do universo e fez sentido o que o próprio Rosa dizia: “O sertão é o mundo.” Ou seja, o sertão está em toda a parte!

  



Muitas cantigas foram escritas inspiradas no Grande Sertão e em outras obras do Guimarães, muitas ainda serão escritas e cantadas, mas “Maria, Estrelas e Geraes”, certamente é um hino roseano, até aqui conhecido  pela voz de Katya Teixeira, acompanhada por Ricardo Vignini na viola e Thomas Rohrer na rabeca... Agora, na voz de um dos autores, acompanhando-se ao violão, faz desdobrar em nossa imaginação, “outro sertão”, um sertão de profunda solidão. Talvez, ao ouvir a cantiga, Rosa dissesse: São Ser-tões.



“Almas”, segunda trilha vinda a seguir, parceria com Helton Gomes, com agudas e certeiras referências à natureza. Em tempos como os que vivemos atualmente, nem é preciso explicar muito, né? Basta ouvir e, se puder, concordar com os autores: “almas de guerra, almas de paz”.

A terceira faixa: ”Vau da Ilusão”, parceria com o espevitado Levi Ramiro. O arranjo lembra um trotezito em lombo de cavalo manso, a percorrer trilhas e veredas, completamente cercado por uma natureza pujante, idílica. Vamos com eles, de garupa, numa Terra onde ainda é possível pôr-e-nascer de sol!

“Casa da Criação”, quarta trilha, parceria com Marcelo Lavrador:  caminhada sem pressa de chegar. Um vagabundear numa prainha litorânea, repleta de refêrencias afro-brasileiras. Um alegre bailado, um tempo reencontrado, reencontrar de memórias e assim seguimos rumo ao Quilombo-Brasil, liberto!

A quinta faixa, “Feito Tatuagem”, com Marco Túlio de Oliveira Reis. Poema denso e atemporal, num cenário que pode ser qualquer lugar entre a cidade ou sertão. O sentimento é universal, se crava no corpo e na alma, feito tatuagem. O sentir é um  “tipo de encanto”.

Na trilha de nº seis, “Valsa da Pequenina”, mais uma carona com o versátil Chico Branco. Uma dengosa falsa, nostálgica, permeada do frescor da eterna infância, em cada um: se reparar bem, a gente vê, no cair da tarde, menina brincando de amarelinha e menino jogando pião, trocando risos e olhares.

Na sétima faixa, “Sabiá”, a necessária parceria com a mineira Sol Bueno (como viajar por Minas e não prosear com Sol?). Uma canção suave, pra não espantar Sabiá, o insistente, teimoso e alegre cantor, que tem como reino a laranjeira. Sabiá é símbolo de resistência do bioma mais ameaçado e mais delicado: o cerrado.

Embrenhando-se na oitava trilha, “Valsa Sideral”, com Chico Branco de co-piloto. É a trilha sonora para o poeta que embarca numa nave e parte pelo espaço sideral a procura de seu amor. É o céu do Brasil em noite cheia de estrelas e o poeta segue um mapa que o leva à janela da amada, onde ensaia dedilhados e versos à Musa, por quem se torna viajante de tempos e rompe espaços.

Chegamos a nona vereda: “Dois Ventos”, letra e musica de Joshen Rique. A interpretação de Amauri é o trilhar da estrada que leva de Minas ao Texas, desviando das borboletas, como diria o poeta Luis Carlos Bahia. O disco termina alegre, como numa descontraída contradança. Nas entrelinhas, induz à reflexões e então, temos a impressão de retornar ao inicio; reiniciar  ciclos, reviver, refazer caminhos ou novas buscas. Afinal, “...tudo é vento (...) Antes do fim da missão, não sai.”

 *Texto extraído do blog:http://www.sertaopaulistano.com.br

quinta-feira, 22 de abril de 2021

SOM DAS DEZ - O SOM DA VIOLA

 

 

O projeto SOM DAS DEZ cujo nome é uma referência as Dez Cordas da Viola Caipira representa a união de músicos apaixonados pelo Som da Viola e que mesmo vivendo em grandes centros urbanos, admiram e são guiados pela simplicidade da vida das pequenas cidades do interior, os sons da Natureza, os sabores e cheiros que permeiam e cultivam a paz e a fraternidade da vida no Campo.
Em Seu repertório são executadas peças do Cancioneiro Caipira/Popular, abrangendo ritmos de todo o Brasil, somados às influências das canções da música Popular Brasileira, o pop, e as tradicionais musicas Caipira e Sertaneja.

Seus integrantes se conheceram na Orquestra Paulistana de Viola Caipira, uma das mais ativas e conceituadas do gênero no Brasil, onde atuaram como músicos, professores, elaboradores/desenvolvedores de projetos culturais e administradores.
o grupo é formado pelos músicos Marcos Siqueira (Viola/Violão/Voz), Alex Faria (Viola Solo), Jocimar Santos (Viola Solo/Voz), João Carlos ( Viola/Voz) e Adriana Godoy (Viola/Produção) , participação especial Escurinho Jr. (Regional Viola minha Viola)

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Vc também poderá ouvir nas principais plataformas digitais.

https://www.facebook.com/somdasdez/

Recomendadíssimo !!!

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TERRA BRASILIS 

quarta-feira, 7 de abril de 2021

FRANCIS ROSA - DE JOANÓPOLIS A BARBACENA

 


O violeiro, cantor e compositor, Francis Rosa lança seu décimo disco chamado “De Joanópolis a Barbacena”, o disco que conta com 11 canções inéditas traz Francis Rosa: Viola Caipira / Voz, Reginaldo Oliveira e Carlito Rodrigues: Baixo, Rafael Schimidt: Violão Nylon, Daniel Blando: Sanfona, Matheus Pedroso Ruíz: Bateria, Rafael Beck: Arranjo de Cordas, Rafael Henrique: Cello e Rogério Romera: Violino e Viola Clássica.

A ideia central do disco é mostrar os costumes, dialetos, gastronomia, atividades e cultura da Serra da Mantiqueira, onde Francis Rosa é nascido e criado, mais precisamente em Joanópolis, no interior de São Paulo.

Sendo assim, o artista juntamente com uma equipe de cinegrafistas, a Wolf Connection de Joanópolis, percorreu 10 cidades da Serra para entrevistar o que ele considera “os verdadeiros heróis deste país”, foiceiro, tirado de leite, benzedô, roceiro…, essa viagem está registrada em um documentário que leva o mesmo nome e estará disponível em todas as plataformas digitais no dia 18 de abril.

Entre as cidades que o violeiro percorreu está: Joanópolis – SP, Monte Verde – MG, São Francisco Xavier – SP, São Bento do Sapucaí – SP Monteiro Lobato – SP, Gonçalves – MG, Delfim Moreira – MG, Baependi – MG, Ibertioga – MG e Barbacena – MG, são as cidades percorridas para contar um pouco da história desta serra que Francis Rosa tanto ama: a Serra da Mantiqueira.

Saiba mais:

1366 – Está saindo do forno a lenha “De Joanópolis a ...

Fonte:https://barulhodeagua.com


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https://www.francisrosa.com/

Disponível nas principais plataformas digitais.

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TERRA BRASILIS 


quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

LUDI SOUSA - ARTESÃO (EP) / 25 ANOS DE ESTRADA

 


Com 25 anos de carreira, Ludi Sousa maranhense de nascimento e manauara de coração apresenta canções que integram dois novos trabalhos, o disco “Ludi Sousa 25 anos de estrada” e o EP “Artesão”.

“O álbum comemorativo, disponível nas plataformas digitais, traz, no total, dez músicas, todas inéditas. Entre as composições estão parcerias com Ruben Menezes, Gonzaga Blantez e Geraldo Azevedo. “Já ‘Artesão’ tem quatro músicas autorais e uma releitura de ‘Índia Lua’, de Antonio Pereira”.


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ARTESÃO

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25 ANOS DE ESTRADA

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TERRA BRASILIS




MARCIA SIQUEIRA - CANTO DE CAMINHO

 


 

Márcia Siqueira é o que se pode chamar de talento precoce. Com apenas 4 anos de idade já cantava no coral da Igreja Batista que freqüentava.

Ainda menina, mudou-se com a família para o nordeste, onde começou a se destacar como cantora, ganhando o prêmio Canta Nordeste, realizado pela Rede Globo em 95, e também o troféu Sistema Meio Norte de Comunicação.

De volta a Manaus, sua terra natal, deu continuidade à sua brilhante carreira, arrebatando prêmios de melhor intérprete em quase todos os festivais e concursos que participou. Bastante requisitada para gravações, seja para participações-solo ou backing vocals, participou de CD’s de vários artistas regionais como David Assayag, Tadeu Garcia, Vermelho e Branco, Raízes Caboclas e muitos outros.

Foi destaque no projeto Cantoria Amazônica realizado em 2000, no Rio de Janeiro, representando o Amazonas em recital ao lado do grupo Raízes Caboclas e do poeta Thiago de Mello.

Márcia já se apresentou duas vezes na Alemanha. A primeira, durante a Expo 2000, em Hannover; a segunda, na Mostra do Cinema Brasileiro, em Munique.

Aos 28 anos, Márcia Siqueira gravou em 2000 o seu primeiro CD solo, “Canto de Caminho”, somente com músicas regionais.

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TERRA BRASILIS

 

XANGAI EM CATINGUEIROS

 


 Xangai – nome artístico do cantor, compositor e violeiro baiano Eugênio Avelino – promove álbum em que dá voz a músicas de quatro compositores conterrâneos, alguns tão regionalistas como o próprio Xangai. O cordelista e repentista Bule-Bule, o cantador e violonista Elomar, o cantor Gordurinha – nome artístico de Waldeck Artur Macedo (1922 – 1969) , único dos quatro compositores que já saiu de cena – e Mateus Aleluia têm músicas autorais revividas na cantoria do CD Xangai em Cantingueiros.

Cantingueiros é expressão inventada pelo artista para fazer alusões tanto à caatinga quanto aos cantadores do árido sertão nordestino. O álbum traz 12 números musicais extraídos da web série também intitulada Xangai em Cantingueiros (veja you tube) e filmada em abril de 2017 ao longo de imersão de dez dias no sertão da Bahia, mais especificamente no Sítio Ponta da Torta, no município de São Gonçalo (BA).

No disco, Xangai canta três músicas de cada um dos quatro compositores enfocados na série feita sob direção de Igor Penna. De Bule-Bule, as composições escolhidas foram A máquina de lavar roupa, Que moça bonita é aquela? e Cancela do sossego. De Elomar, cujo cancioneiro já foi abordado por Xangai em discos da década de 1980, o cantador de entonação singular reaviva A meu Deus um canto novo (1979), Incelença do amor retirante (1973), e Puluxia das sete portas (1986).

Da obra de Mateus Aleluia, integrante da formação clássica do grupo baiano Tincoãs, o álbum Xangai em Cantingueiros rebobina Cordeiro de Nanã (1977), Deixa a gira girar (1973) e Promessa ao Gantois (1975), três temas compostos por Aleluia com o colega de grupo Grinaldo Salustiano, o Dadinho, morto em 2000.

Por fim, do repertório de Gordurinha, Xangai dá voz a Súplica cearense (com Nelinho, 1960), Orora analfabeta (com Nascimento Gomes, 1959) e Mambo da cantareira (Barbosa da Silva e Eloide Warthon, 1960), música que, embora não tenha a assinatura de Gordurinha na composição, foi lançada na voz do cantor baiano. 

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TERRA BRASILIS

 

domingo, 8 de novembro de 2020

MARCIO DE CAMILO - ME DEIXAR LEVAR

 

Márcio de Camillo, cantor, compositor e instrumentista que exulta sua terra com maestria, e ainda é um grande agitador cultural, nascido e criado no Mato Grosso do Sul, cenário que compôs a base inicial do seu estilo musical...

Depois de viver um ano nos EUA, mudou-se para São Paulo em 1988, onde passou a trabalhar com diversos artistas da música brasileira, como Renato Teixeira, que gravou - Lembranças Matogrossenses - (autoria de Márcio de Camillo), e Zé Geraldo, com quem veio a se tornar parceiro musical, entre outros.

Em 1996, Márcio lançou seu primeiro CD, Olhos d’água, no qual apresentou uma fusão nova de ritmos tipicamente brasileiros (baião, maracatu, arrasta-pé) e os ritmos de fronteira (chamamé e a guarânea).
Em 2001 retorna para Mato Grosso do Sul e lança o CD Telepaticamente, produzido por Mário Manga, com um som moderno e ao mesmo tempo lírico, mesclando aparatos tecnológicos como samplers e guitarras com bandolins e quarteto de cordas.

Ainda em 2001, Márcio de Camillo foi incluído no projeto Rumos Musicais realizado, do Instituto Itaú Cultural, como um dos representantes de Mato Grosso do Sul.
Em 2003, Márcio foi um dos 25 artistas sul-americanos selecionados para participar do Artists in Development - workshop promovido pela Unesco, realizado em Salvador/BA, quando teve a grande oportunidade de trocar experiências com profissionais internacionais, como Marie Afonso (integrante do grupo europeu Zap Mama indicado para o Grammy internacional), Janny Adlington, uma das responsáveis pelo fenômeno Buena Vista Social Club, Benjamim Taubkin e outros.

Desse encontro, o convite estendeu-se à Womex (The Word Music Expo) em Sevilha/ES, como representante do Brasil.
Ao retornar ao Brasil, mais brasileiro do que nunca, cria a AMP - Associação de Músicos do Pantanal (www.musicosdopantanal.com.br), com o objetivo de difundir a produção musical sul-mato-grossense em projetos sócio-culturais, como os projetos de circulação pelas escolas públicas da capital, divulgando a música e os artistas locais, para formação de platéia.

Em 2005 lança seu terceiro CD e primeiro DVD, gravado ao vivo e num formato totalmente acústico, Márcio de Camill: ao vivo.

Além de sua própria carreira musical, Márcio de Camillo atua como produtor cultural, executa projetos culturais através de Leis de Incentivo à Cultura (Municipais, Estaduais e Federais), como o -Violas do Brasil- (2004), realizado no CCBB-Rio, do qual foi o idealizador e curador, tendo como patrocinador o Banco do Brasil, através da Lei Rouanet.

Em 2006 realizou o projeto Gerações, um CD patrocinado pela Petrobrás do qual foi o criador e diretor geral, que reuniu mais de 60 artistas de três gerações, entre intérpretes, instrumentistas e compositores.
Em maio de 2007, Márcio de Camillo lança o 4º CD de sua carreira, Me deixar levar, com canções de sua autoria e parcerias com outros compositores sul-mato-grossenses.

Além do projeto Social e Ambiental que o grupo OCE – divisão Eco Máquinas e a fazenda do Pai vêm desenvolvendo, dá-se início a um novo projeto mas agora de cunho Cultural com o objetivo de divulgar a cultura e a música do Estado de Mato Grosso do Sul para que outras regiões do Brasil e do mundo.

Foi com esse foco que se deu início a reunião que aconteceu no dia 22 de Setembro de 2010 entre o Presidente da Indústria Eco Máquinas Sr. Luclécio Festa, o Diretor Administrativo Sr. Adão Celestino Fernandes, a Diretora de Marketing Anne Bonatto juntamente com os Cantores Nando Mendes e Márcio de Camilo.
 Márcio de Camilo vem desenvolvendo vários projetos no Brasil e no exterior e Nando Mendes está começando um trabalho encantador com a Banda Barulho Zen. A unção de todo esse panorama resultará em um projeto Cultural de cunho Ecológico. “A idéia é unir essas três peças chave: Márcio de Camilo, Nando Mendes e Eco Máquinas em um único trabalho e fazer a diferença também na cultura musical do Brasil,” destacou a Diretora de Marketing Anne Bonatto.
*texto extraido : elizabethdiariodamusica.blogspot.com/
 
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terça-feira, 27 de outubro de 2020

PAULINHO DIAS - IDEIAS DE AMANHECER

 


Me chamam Paulinho Dias, assim, no diminutivo. Talvez pela proximidade quase que sagrada com cada um que acrescenta em minha história. Na Vila das Tabuinhas em Boa Esperança, norte do Paraná, pelas mão de uma parteira em uma casa humilde foi onde as primeiras melodias em prantos me saltaram a boca. Fui moldado menino nas mãos do sr. Valter, e tive a essência bordada pelo amor materno de dona Neusa. Nessas traquinagens curiosas da vida, logo de estreia aos 11 meses, fui acometido pela paralisia infantil, treze dias após meus primeiros passos. Não por negligência, ou por falta de condições. Mesmo cercado de cuidados, o destino fez a danada me encontrar, mas de jeito nenhum parou o meu caminhar. Descobri o que era inclusão mais tarde, em casa não havia diferença no trato de meus pais entre mim e meus irmãos. Minha mãe dizia:

- "Descobriremos juntos nossas limitações." Com oito anos as muletas foram o apoio necessário para que eu pudesse traquinar com mais propriedade. Refúgio no alto da árvore, Jogo de bola, vidraça quebrada, bolinha de gude, perna engessada... Memórias de menino passarinho, que aprendeu com a vida seus limites, nunca por imposição, mas sim por descobertas. Somente anos depois, foi que descobri as angustias de minha mãe, do preconceito às restrições que o mundo poderia me impelir. Mas ai já era tarde. Ela me fez acreditar que eu era capaz. E eu acreditei. A vida simples e os recursos escassos da época desenvolveram a minha criatividade, que me levou a uma série de conquistas, até então, improváveis. Desde cedo, entendi o verdadeiro sentido da troca e da soma. Minha moeda de maior valor, as relações humanas. Uma pintura em uma camiseta para a professora de história, rendeu minhas primeiras aulas de violão com sua irmã, que ainda me conseguiu uma bolsa de estudos para cursar música. O ciclo de pessoas que acreditavam em mim só crescia, e nessa fé, fui calçando meu caminho. A música e o artesanato, ofícios que aprendi em paralelo com grandes amigos, me levaram à estrada, e nela, inúmeras influências de estilos musicais que vai das canções Andinas ao Rock n Roll, agregaram a minha formação artística. Assim, a lição que hoje norteia minha vida. Dividir experiências e somar culturas. Essa é a graduação na qual espero nunca me formar. Seguir aprendendo, cada dia mais é o que quero. Artistas notáveis, que encontrei na caminhada, foram pra mim grande escola. E a dona vida, levou-me por meio destes ao teatro musical. Fase de intenso conhecimento e aprendizado artístico. No final do primeiro milênio descobri a magia do teatro com a "CIA DE TEATRO FOZ", em Foz do Iguaçu (PR) e logo na abertura do segundo milênio parti pra Florianópolis (SC) ao lado de dois amigos que conheci na estrada, para uma audição do musical "Lendas da Ilha" com o cantor e compositor Oswaldo Montenegro, e uma nova etapa da minha vida começava. Foram ensinamentos que me fizeram crescer anos em poucos meses. E o registro dessa participação está em duas canções que interpreto no CD com a trilha do musical. Pouco tempo depois, em quando participava de outro musical em Joinville (SC), fui abençoado ao encontrar minha "Segunda asa" Priscila Castellar, uma linda atriz e talentosíssima cantora de voz encantadora, hoje minha esposa e parceira da vida.
  
Agora, o que seria capaz de me impedir o vôo? Nesta mesma época, Oswaldo Montenegro, nos trouxe para São Paulo, e há mais dez anos, sou convidado à atuar nos musicais e projetos sociais da "Oficina dos Menestréis", e em paralelos como a participação no filme "Belline e o demônio" (dirigido por Marcelo Galvão), faço parte da "Cia Mulungo" (Companhia criada por Oswaldo Montenegro com artistas de todo o Brasil para compor o musical Filhos do Brasil), e logo depois no filme "Solidões" roteirizado e dirigido por Montenegro. Em 2011 surgiu a necessidade de assumir e estabelecer meu trabalho musical autoral. Foi quando nasceu o show "Trilhas de um cantador" e junto com ele o primeiro CD, "Ideias de amanhecer". Um divisor de águas em minha carreira! Durante muito tempo, tive receio de mostrar minhas composições, acredito que pela exposição na qual minha música me coloca. É como abrir-se inteiramente diante das pessoas. No fundo confesso que tinha medo da não aceitação de tamanha entrega de mim para os outros. Mas, para minha surpresa, foi exatamente essa entrega que abriu espaço para minha obra, que foi recebida com o mesmo amor e sinceridade com que foi concebida. A chancela dessa acertada escolha foi um teatro lotado cinco dias antes da estreia! Uma plateia linda de 500 pessoas, na estreia do show "Trilhas de um cantador" produzido por mim e Priscila, sem apoio midiático ou grandes investimentos. Entre essas pessoas incríveis, estava meu pai - o Sr. Valter nunca havia me visto no palco - a emoção era tão intensa que entre músicas e histórias fizemos ali não apenas um show, mas um momento inesquecível. Uma verdadeira celebração naquela noite de primavera! Amadurecida a proposta do show, hoje este encontrou um propósito ainda maior. Em sua segunda edição foi o primeiro show nacional totalmente adaptado para deficientes auditivos, com interpretação das canções e diálogos em libras, e uma proposta sensorial em que o público recebe balões (bexigas de festa) para, através deles, sentirem todas as vibrações sonoras. Um show para ser sentido, prova que música vai além do simples ato de ouvir. Em todos esses anos tenho feito da arte meu caminho, e divido o que aprendi na vida em diversas vertentes de criação. Atualmente, sigo na caminhada musical, atuo também como ator de teatro e cinema, locutor publicitário, palestrante motivacional, professor de música, contador de histórias, criador e diretor de textos teatrais. Faço parte da Cia Mulungo de Oswaldo Montenegro e administro a empresa "A Segunda Asa - Desenvolvimento Humano" com minha esposa e sócia diretora Priscila Castellar. Na soma de toda uma vida me vejo artesão, na essência mais caseira do termo, visto que, minha obra musical e artística é a soma de tudo que sinto, vejo, ouço, aprendo e, por fim, transformo. Moldando cuidadosa e manualmente cada expressão, desejando que "meu canto abrace a todo aquele que puder alcançar". "Semear abraços musicais, tendo no amor a certeza de que TODO SER É CAPAZ". 

 Excelente disco !!!!!

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