quinta-feira, 22 de abril de 2021

SOM DAS DEZ - O SOM DA VIOLA

 

 

O projeto SOM DAS DEZ cujo nome é uma referência as Dez Cordas da Viola Caipira representa a união de músicos apaixonados pelo Som da Viola e que mesmo vivendo em grandes centros urbanos, admiram e são guiados pela simplicidade da vida das pequenas cidades do interior, os sons da Natureza, os sabores e cheiros que permeiam e cultivam a paz e a fraternidade da vida no Campo.
Em Seu repertório são executadas peças do Cancioneiro Caipira/Popular, abrangendo ritmos de todo o Brasil, somados às influências das canções da música Popular Brasileira, o pop, e as tradicionais musicas Caipira e Sertaneja.

Seus integrantes se conheceram na Orquestra Paulistana de Viola Caipira, uma das mais ativas e conceituadas do gênero no Brasil, onde atuaram como músicos, professores, elaboradores/desenvolvedores de projetos culturais e administradores.
o grupo é formado pelos músicos Marcos Siqueira (Viola/Violão/Voz), Alex Faria (Viola Solo), Jocimar Santos (Viola Solo/Voz), João Carlos ( Viola/Voz) e Adriana Godoy (Viola/Produção) , participação especial Escurinho Jr. (Regional Viola minha Viola)

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Vc também poderá ouvir nas principais plataformas digitais.

https://www.facebook.com/somdasdez/

Recomendadíssimo !!!

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TERRA BRASILIS 

quarta-feira, 7 de abril de 2021

FRANCIS ROSA - DE JOANÓPOLIS A BARBACENA

 


O violeiro, cantor e compositor, Francis Rosa lança seu décimo disco chamado “De Joanópolis a Barbacena”, o disco que conta com 11 canções inéditas traz Francis Rosa: Viola Caipira / Voz, Reginaldo Oliveira e Carlito Rodrigues: Baixo, Rafael Schimidt: Violão Nylon, Daniel Blando: Sanfona, Matheus Pedroso Ruíz: Bateria, Rafael Beck: Arranjo de Cordas, Rafael Henrique: Cello e Rogério Romera: Violino e Viola Clássica.

A ideia central do disco é mostrar os costumes, dialetos, gastronomia, atividades e cultura da Serra da Mantiqueira, onde Francis Rosa é nascido e criado, mais precisamente em Joanópolis, no interior de São Paulo.

Sendo assim, o artista juntamente com uma equipe de cinegrafistas, a Wolf Connection de Joanópolis, percorreu 10 cidades da Serra para entrevistar o que ele considera “os verdadeiros heróis deste país”, foiceiro, tirado de leite, benzedô, roceiro…, essa viagem está registrada em um documentário que leva o mesmo nome e estará disponível em todas as plataformas digitais no dia 18 de abril.

Entre as cidades que o violeiro percorreu está: Joanópolis – SP, Monte Verde – MG, São Francisco Xavier – SP, São Bento do Sapucaí – SP Monteiro Lobato – SP, Gonçalves – MG, Delfim Moreira – MG, Baependi – MG, Ibertioga – MG e Barbacena – MG, são as cidades percorridas para contar um pouco da história desta serra que Francis Rosa tanto ama: a Serra da Mantiqueira.

Saiba mais:

1366 – Está saindo do forno a lenha “De Joanópolis a ...

Fonte:https://barulhodeagua.com


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https://www.francisrosa.com/

Disponível nas principais plataformas digitais.

Recomendadíssimo !!!!!!! 

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quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

LUDI SOUSA - ARTESÃO (EP) / 25 ANOS DE ESTRADA

 


Com 25 anos de carreira, Ludi Sousa maranhense de nascimento e manauara de coração apresenta canções que integram dois novos trabalhos, o disco “Ludi Sousa 25 anos de estrada” e o EP “Artesão”.

“O álbum comemorativo, disponível nas plataformas digitais, traz, no total, dez músicas, todas inéditas. Entre as composições estão parcerias com Ruben Menezes, Gonzaga Blantez e Geraldo Azevedo. “Já ‘Artesão’ tem quatro músicas autorais e uma releitura de ‘Índia Lua’, de Antonio Pereira”.


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ARTESÃO

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25 ANOS DE ESTRADA

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TERRA BRASILIS




MARCIA SIQUEIRA - CANTO DE CAMINHO

 


 

Márcia Siqueira é o que se pode chamar de talento precoce. Com apenas 4 anos de idade já cantava no coral da Igreja Batista que freqüentava.

Ainda menina, mudou-se com a família para o nordeste, onde começou a se destacar como cantora, ganhando o prêmio Canta Nordeste, realizado pela Rede Globo em 95, e também o troféu Sistema Meio Norte de Comunicação.

De volta a Manaus, sua terra natal, deu continuidade à sua brilhante carreira, arrebatando prêmios de melhor intérprete em quase todos os festivais e concursos que participou. Bastante requisitada para gravações, seja para participações-solo ou backing vocals, participou de CD’s de vários artistas regionais como David Assayag, Tadeu Garcia, Vermelho e Branco, Raízes Caboclas e muitos outros.

Foi destaque no projeto Cantoria Amazônica realizado em 2000, no Rio de Janeiro, representando o Amazonas em recital ao lado do grupo Raízes Caboclas e do poeta Thiago de Mello.

Márcia já se apresentou duas vezes na Alemanha. A primeira, durante a Expo 2000, em Hannover; a segunda, na Mostra do Cinema Brasileiro, em Munique.

Aos 28 anos, Márcia Siqueira gravou em 2000 o seu primeiro CD solo, “Canto de Caminho”, somente com músicas regionais.

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XANGAI EM CATINGUEIROS

 


 Xangai – nome artístico do cantor, compositor e violeiro baiano Eugênio Avelino – promove álbum em que dá voz a músicas de quatro compositores conterrâneos, alguns tão regionalistas como o próprio Xangai. O cordelista e repentista Bule-Bule, o cantador e violonista Elomar, o cantor Gordurinha – nome artístico de Waldeck Artur Macedo (1922 – 1969) , único dos quatro compositores que já saiu de cena – e Mateus Aleluia têm músicas autorais revividas na cantoria do CD Xangai em Cantingueiros.

Cantingueiros é expressão inventada pelo artista para fazer alusões tanto à caatinga quanto aos cantadores do árido sertão nordestino. O álbum traz 12 números musicais extraídos da web série também intitulada Xangai em Cantingueiros (veja you tube) e filmada em abril de 2017 ao longo de imersão de dez dias no sertão da Bahia, mais especificamente no Sítio Ponta da Torta, no município de São Gonçalo (BA).

No disco, Xangai canta três músicas de cada um dos quatro compositores enfocados na série feita sob direção de Igor Penna. De Bule-Bule, as composições escolhidas foram A máquina de lavar roupa, Que moça bonita é aquela? e Cancela do sossego. De Elomar, cujo cancioneiro já foi abordado por Xangai em discos da década de 1980, o cantador de entonação singular reaviva A meu Deus um canto novo (1979), Incelença do amor retirante (1973), e Puluxia das sete portas (1986).

Da obra de Mateus Aleluia, integrante da formação clássica do grupo baiano Tincoãs, o álbum Xangai em Cantingueiros rebobina Cordeiro de Nanã (1977), Deixa a gira girar (1973) e Promessa ao Gantois (1975), três temas compostos por Aleluia com o colega de grupo Grinaldo Salustiano, o Dadinho, morto em 2000.

Por fim, do repertório de Gordurinha, Xangai dá voz a Súplica cearense (com Nelinho, 1960), Orora analfabeta (com Nascimento Gomes, 1959) e Mambo da cantareira (Barbosa da Silva e Eloide Warthon, 1960), música que, embora não tenha a assinatura de Gordurinha na composição, foi lançada na voz do cantor baiano. 

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domingo, 8 de novembro de 2020

MARCIO DE CAMILO - ME DEIXAR LEVAR

 

Márcio de Camillo, cantor, compositor e instrumentista que exulta sua terra com maestria, e ainda é um grande agitador cultural, nascido e criado no Mato Grosso do Sul, cenário que compôs a base inicial do seu estilo musical...

Depois de viver um ano nos EUA, mudou-se para São Paulo em 1988, onde passou a trabalhar com diversos artistas da música brasileira, como Renato Teixeira, que gravou - Lembranças Matogrossenses - (autoria de Márcio de Camillo), e Zé Geraldo, com quem veio a se tornar parceiro musical, entre outros.

Em 1996, Márcio lançou seu primeiro CD, Olhos d’água, no qual apresentou uma fusão nova de ritmos tipicamente brasileiros (baião, maracatu, arrasta-pé) e os ritmos de fronteira (chamamé e a guarânea).
Em 2001 retorna para Mato Grosso do Sul e lança o CD Telepaticamente, produzido por Mário Manga, com um som moderno e ao mesmo tempo lírico, mesclando aparatos tecnológicos como samplers e guitarras com bandolins e quarteto de cordas.

Ainda em 2001, Márcio de Camillo foi incluído no projeto Rumos Musicais realizado, do Instituto Itaú Cultural, como um dos representantes de Mato Grosso do Sul.
Em 2003, Márcio foi um dos 25 artistas sul-americanos selecionados para participar do Artists in Development - workshop promovido pela Unesco, realizado em Salvador/BA, quando teve a grande oportunidade de trocar experiências com profissionais internacionais, como Marie Afonso (integrante do grupo europeu Zap Mama indicado para o Grammy internacional), Janny Adlington, uma das responsáveis pelo fenômeno Buena Vista Social Club, Benjamim Taubkin e outros.

Desse encontro, o convite estendeu-se à Womex (The Word Music Expo) em Sevilha/ES, como representante do Brasil.
Ao retornar ao Brasil, mais brasileiro do que nunca, cria a AMP - Associação de Músicos do Pantanal (www.musicosdopantanal.com.br), com o objetivo de difundir a produção musical sul-mato-grossense em projetos sócio-culturais, como os projetos de circulação pelas escolas públicas da capital, divulgando a música e os artistas locais, para formação de platéia.

Em 2005 lança seu terceiro CD e primeiro DVD, gravado ao vivo e num formato totalmente acústico, Márcio de Camill: ao vivo.

Além de sua própria carreira musical, Márcio de Camillo atua como produtor cultural, executa projetos culturais através de Leis de Incentivo à Cultura (Municipais, Estaduais e Federais), como o -Violas do Brasil- (2004), realizado no CCBB-Rio, do qual foi o idealizador e curador, tendo como patrocinador o Banco do Brasil, através da Lei Rouanet.

Em 2006 realizou o projeto Gerações, um CD patrocinado pela Petrobrás do qual foi o criador e diretor geral, que reuniu mais de 60 artistas de três gerações, entre intérpretes, instrumentistas e compositores.
Em maio de 2007, Márcio de Camillo lança o 4º CD de sua carreira, Me deixar levar, com canções de sua autoria e parcerias com outros compositores sul-mato-grossenses.

Além do projeto Social e Ambiental que o grupo OCE – divisão Eco Máquinas e a fazenda do Pai vêm desenvolvendo, dá-se início a um novo projeto mas agora de cunho Cultural com o objetivo de divulgar a cultura e a música do Estado de Mato Grosso do Sul para que outras regiões do Brasil e do mundo.

Foi com esse foco que se deu início a reunião que aconteceu no dia 22 de Setembro de 2010 entre o Presidente da Indústria Eco Máquinas Sr. Luclécio Festa, o Diretor Administrativo Sr. Adão Celestino Fernandes, a Diretora de Marketing Anne Bonatto juntamente com os Cantores Nando Mendes e Márcio de Camilo.
 Márcio de Camilo vem desenvolvendo vários projetos no Brasil e no exterior e Nando Mendes está começando um trabalho encantador com a Banda Barulho Zen. A unção de todo esse panorama resultará em um projeto Cultural de cunho Ecológico. “A idéia é unir essas três peças chave: Márcio de Camilo, Nando Mendes e Eco Máquinas em um único trabalho e fazer a diferença também na cultura musical do Brasil,” destacou a Diretora de Marketing Anne Bonatto.
*texto extraido : elizabethdiariodamusica.blogspot.com/
 
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terça-feira, 27 de outubro de 2020

PAULINHO DIAS - IDEIAS DE AMANHECER

 


Me chamam Paulinho Dias, assim, no diminutivo. Talvez pela proximidade quase que sagrada com cada um que acrescenta em minha história. Na Vila das Tabuinhas em Boa Esperança, norte do Paraná, pelas mão de uma parteira em uma casa humilde foi onde as primeiras melodias em prantos me saltaram a boca. Fui moldado menino nas mãos do sr. Valter, e tive a essência bordada pelo amor materno de dona Neusa. Nessas traquinagens curiosas da vida, logo de estreia aos 11 meses, fui acometido pela paralisia infantil, treze dias após meus primeiros passos. Não por negligência, ou por falta de condições. Mesmo cercado de cuidados, o destino fez a danada me encontrar, mas de jeito nenhum parou o meu caminhar. Descobri o que era inclusão mais tarde, em casa não havia diferença no trato de meus pais entre mim e meus irmãos. Minha mãe dizia:

- "Descobriremos juntos nossas limitações." Com oito anos as muletas foram o apoio necessário para que eu pudesse traquinar com mais propriedade. Refúgio no alto da árvore, Jogo de bola, vidraça quebrada, bolinha de gude, perna engessada... Memórias de menino passarinho, que aprendeu com a vida seus limites, nunca por imposição, mas sim por descobertas. Somente anos depois, foi que descobri as angustias de minha mãe, do preconceito às restrições que o mundo poderia me impelir. Mas ai já era tarde. Ela me fez acreditar que eu era capaz. E eu acreditei. A vida simples e os recursos escassos da época desenvolveram a minha criatividade, que me levou a uma série de conquistas, até então, improváveis. Desde cedo, entendi o verdadeiro sentido da troca e da soma. Minha moeda de maior valor, as relações humanas. Uma pintura em uma camiseta para a professora de história, rendeu minhas primeiras aulas de violão com sua irmã, que ainda me conseguiu uma bolsa de estudos para cursar música. O ciclo de pessoas que acreditavam em mim só crescia, e nessa fé, fui calçando meu caminho. A música e o artesanato, ofícios que aprendi em paralelo com grandes amigos, me levaram à estrada, e nela, inúmeras influências de estilos musicais que vai das canções Andinas ao Rock n Roll, agregaram a minha formação artística. Assim, a lição que hoje norteia minha vida. Dividir experiências e somar culturas. Essa é a graduação na qual espero nunca me formar. Seguir aprendendo, cada dia mais é o que quero. Artistas notáveis, que encontrei na caminhada, foram pra mim grande escola. E a dona vida, levou-me por meio destes ao teatro musical. Fase de intenso conhecimento e aprendizado artístico. No final do primeiro milênio descobri a magia do teatro com a "CIA DE TEATRO FOZ", em Foz do Iguaçu (PR) e logo na abertura do segundo milênio parti pra Florianópolis (SC) ao lado de dois amigos que conheci na estrada, para uma audição do musical "Lendas da Ilha" com o cantor e compositor Oswaldo Montenegro, e uma nova etapa da minha vida começava. Foram ensinamentos que me fizeram crescer anos em poucos meses. E o registro dessa participação está em duas canções que interpreto no CD com a trilha do musical. Pouco tempo depois, em quando participava de outro musical em Joinville (SC), fui abençoado ao encontrar minha "Segunda asa" Priscila Castellar, uma linda atriz e talentosíssima cantora de voz encantadora, hoje minha esposa e parceira da vida.
  
Agora, o que seria capaz de me impedir o vôo? Nesta mesma época, Oswaldo Montenegro, nos trouxe para São Paulo, e há mais dez anos, sou convidado à atuar nos musicais e projetos sociais da "Oficina dos Menestréis", e em paralelos como a participação no filme "Belline e o demônio" (dirigido por Marcelo Galvão), faço parte da "Cia Mulungo" (Companhia criada por Oswaldo Montenegro com artistas de todo o Brasil para compor o musical Filhos do Brasil), e logo depois no filme "Solidões" roteirizado e dirigido por Montenegro. Em 2011 surgiu a necessidade de assumir e estabelecer meu trabalho musical autoral. Foi quando nasceu o show "Trilhas de um cantador" e junto com ele o primeiro CD, "Ideias de amanhecer". Um divisor de águas em minha carreira! Durante muito tempo, tive receio de mostrar minhas composições, acredito que pela exposição na qual minha música me coloca. É como abrir-se inteiramente diante das pessoas. No fundo confesso que tinha medo da não aceitação de tamanha entrega de mim para os outros. Mas, para minha surpresa, foi exatamente essa entrega que abriu espaço para minha obra, que foi recebida com o mesmo amor e sinceridade com que foi concebida. A chancela dessa acertada escolha foi um teatro lotado cinco dias antes da estreia! Uma plateia linda de 500 pessoas, na estreia do show "Trilhas de um cantador" produzido por mim e Priscila, sem apoio midiático ou grandes investimentos. Entre essas pessoas incríveis, estava meu pai - o Sr. Valter nunca havia me visto no palco - a emoção era tão intensa que entre músicas e histórias fizemos ali não apenas um show, mas um momento inesquecível. Uma verdadeira celebração naquela noite de primavera! Amadurecida a proposta do show, hoje este encontrou um propósito ainda maior. Em sua segunda edição foi o primeiro show nacional totalmente adaptado para deficientes auditivos, com interpretação das canções e diálogos em libras, e uma proposta sensorial em que o público recebe balões (bexigas de festa) para, através deles, sentirem todas as vibrações sonoras. Um show para ser sentido, prova que música vai além do simples ato de ouvir. Em todos esses anos tenho feito da arte meu caminho, e divido o que aprendi na vida em diversas vertentes de criação. Atualmente, sigo na caminhada musical, atuo também como ator de teatro e cinema, locutor publicitário, palestrante motivacional, professor de música, contador de histórias, criador e diretor de textos teatrais. Faço parte da Cia Mulungo de Oswaldo Montenegro e administro a empresa "A Segunda Asa - Desenvolvimento Humano" com minha esposa e sócia diretora Priscila Castellar. Na soma de toda uma vida me vejo artesão, na essência mais caseira do termo, visto que, minha obra musical e artística é a soma de tudo que sinto, vejo, ouço, aprendo e, por fim, transformo. Moldando cuidadosa e manualmente cada expressão, desejando que "meu canto abrace a todo aquele que puder alcançar". "Semear abraços musicais, tendo no amor a certeza de que TODO SER É CAPAZ". 

 Excelente disco !!!!!

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TERRA BRASILIS 






quarta-feira, 19 de agosto de 2020

KARMA

Por Nélio Rodrigues em Senhor F
Quando Jorge Amiden saiu do Terço, em fins de 1971, não perdeu tempo em montar uma nova banda. Queria recuperar o mais rápido possível o prazer que tinha de fazer parte de um grupo, dar vazão a suas criações musicais e seguir fazendo o que mais gostava. Assim, no início de 1972, seu novo projeto tomava forma e adquiria um nome. Era o Karma, trio que, além dele (violão de 12 cordas e tritarra), contava com Luiz Mendes Junior (violão) e Alen Terra, ou Cazinho para os mais íntimos (baixo).
Ramalho Neto, executivo da RCA, apostava no talento de Amiden. Ele nem se deu ao trabalho de conferir um ensaio do grupo. Assim que soube da sua formação mandou avisar que já tinha um contrato pronto para ser assinado visando o lançamento de um LP. Com todas as despesas pagas pela gravadora, o trio se alojou num hotel em Friburgo para preparar o disco. Com tudo pronto e devidamente ensaiado, convocaram o baterista da Bolha, Gustavo Schroeter, e deram início as gravações, no Rio.
Carregando o nome da banda no título, 'Karma' chegou às lojas no primeiro semestre de 1972. Na capa, a bela pintura criada por Bartholo, com a imagem dos três portando seus respectivos instrumentos, lembra um vitral. Ovalado na sua forma, e cercado por uma "moldura" quadrangular ultra-estilizada, o "vitral" não resultou de uma criação artística espontânea. Esse tipo de arte, historicamente ligado as igrejas, foi reproduzida na capa do disco por inspiração das letras de Mendes Júnior, repletas de alusões religiosas e/ou bíblicas.
- "Aqui na terra é a passagem / (...) / Pois você pode ir além daqui" ou "Você está / (...) / No pingo d’água / (...) / Em um lugar qualquer / No vento que soprou / A todo instante / Até o final" . Ou ainda: "Adormece o brilho da paz / Nos verdes campos / Água e o sol e a vida se faz / Vem ver aqui / Seu lugar eterno".
Ao definir o Karma, Ramalho Neto escreveu na contracapa: (O Karma é) alma, espiritualidade, imortalidade, elevação, Índia, Londres, Califórnia, New York, Rio de Janeiro, Ipanema, Gurus, Krishina, Amor Maior, incenso, Forma, Cores, Som. No Brasil (o Karma) é tudo isto e também muitos anos à frente do que virá musicalmente".
Hipérboles à parte, o disco seguia linha inteiramente distinta do pop/rock feito no Brasil naquela época. Predominantemente acústico, com belos arranjos vocais e canções igualmente envolventes ‘Karma’ é um primor. São dez faixas, todas assinadas por Amiden, a maioria com parceiros (Zé Rodrix, Mendes Junior, Alen Terra). Entre elas, o velho sucesso do FIC, 'Tributo Ao Sorriso', previamente gravado pelo Terço. Em 'Karma', esta música de Amiden e Hinds ganhou uma leitura inteiramente nova. É levada em a capela até quase o final, quando entram em ação os instrumentos para finalizar esta obra lírica e pungente.
Vale ressaltar a participação de Gustavo Schroeter. Irretocával, contundente e preciso Gustavo já era, de longe, um dos melhores bateristas do pop/rock brasileiro. Quem também assumiu as baquetas em duas faixas do disco foi Bill, ex-baterista de The Trolls, uma banda formada por estudantes da Escola Americana, no Rio. Há ainda as participações de Rildo Hora (gaita), Oberdan (flauta) e Yan Guest (cravo).

Excelente disco !!! 
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quarta-feira, 22 de julho de 2020

CEVISA E A PROMESSA DE CERA - CORDEIS, MARACATUS E BAIÃO


Cordeis, Maracatus e Baião, é assim que o segundo álbum de Cevisa & a Promessa de Cera se chama. Com um tempero totalmente nordestino, Cevisa traz em suas composições influências desde elementos de sua cultura natal, em Bom Jesus da Lapa, oeste da Bahia, como o reisado até características do grande nordeste, como maracatus, baião, cordéis e tantas outras inspirações.
O álbum a todo momento vem envolto no ar místico que envolve as raízes do povo nordestino, ao mesmo tempo que conta do ar apaixonante que paira entre as dificuldades que já se tornam sinônimos da palavra nordeste.

 Sua musicalidade é extremamente plural, diga-se de passagem, é um álbum que tem uma produção excelente, desde os detalhes até as sonoridades mais aparentes, o disco conta com riffs de guitarras, percussão e uma batida envolvente que já se firmou como o swing natural do nordeste.


Ouvir este disco é fazer uma viagem pelo nordeste inteiro, em um momento você se encontra nos litorais como em Giranda do Amor Girar, em outro você se imagina entre as aventuras de lampião, como em Pé de Cabra, Pé de Bode. Cevisa te leva ainda para se sentir mais próximo da fé do povo nordestino, o que é em alguns momentos a única coisa que dá suporte para aguentar a realidade tão dura espalhada pelos sertões.
Mas, não é só de dificuldades que o povo nordestino vive, tem muito xamego do bom, muita dança que acalenta os corações na noite. Em músicas como Saia Bordada, temos um misto praticamente completo do que Cevisa traz em suas composições; uma viagem pelo nordeste, a sedução da dança nordestina, e ainda como plano de fundo características da religiosidade, tudo isso numa levada calma, e ainda sim viajante.
Em resumo, ouvir Cevisa & Promessa de Cera é ouvir uma viagem ao que o nordeste tem para oferecer, além disso é uma ótima maneira de conhecer a cultura nordestina, ou relembrar coisas da terra natal.
*texto extraido http://aonderaioseuvimparar.blogspot.com/

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