quarta-feira, 19 de outubro de 2016

ANURAGA - VOO MÁGICO

A banda é formada pelo trio Naira Juká (Voz), Marcelo Juká (Violão e Guitarra) e Shanti Juká (Violão e Guitarra).
A cantora Naira expressa sua paisagem interior radiante através de uma voz suave e transcendental. Marcelo é um artista musical visionário, multi-instrumentista de inspirações cósmicas. E, Shanti é um músico da nova era com sua abrangente perspectiva musical e genuína alegria de viver. Todos nasceram e vivem no sul do Brasil.
A harmoniosa parceria musical do casal Marcelo e Naira se formou há mais de 34 anos. Suas principais influências musicais são o Rock Clássico, Pink Floyd, Cocteau Twins e o som mântrico de Deva Premal e Miten e de Mirabai Ceiba. Da mesma forma que percorrem o caminho da arte pela a música, ainda adolescentes iniciaram suas buscas na senda espiritual. Sempre buscando a conexão com a Mãe Terra e as vibrações do Cosmos, Naira e Marcelo constituíram uma forma de viver natural, mística e amorosa. Neste ambiente de música e espiritualidade, Shanti nasceu e desenvolveu seus dons musicais e sua conexão espiritual.
No sânscrito, a palavra Anuraga quer dizer amor, devoção, paixão, afetuosidade e conexão. Ao ouvirmos de coração aberto as suas músicas, experimentamos “Anuraga”. Através da música eles compartilham seu amor com o mundo imersos na espiritualidade, na compaixão e na gratidão pela beleza da Vida. Com um estilo musical bastante particular que transita entre o hipnótico e o onírico, embalado por vozes etéreas, sonoridades líquidas e de delicadas texturas sonoras, tudo isso em convergência nos eleva para um estado de espírito de além tempo e plenitude de paz. 
As notas musicais estavam presentes na origem do universo e estão vibrando na menor das partículas. Música é vibração, então quando entramos em contato com qualquer forma de sonoridade nossas células vibram na mesma frequência.  Para o Anuraga a música é sagrada. Muito mais que entretenimento ela é um instrumento de cura. "Fluindo no amor e na devoção recebemos a cura dos cantos sagrados." A música conecta e aproxima as pessoas, é uma linguagem universal que une todos os povos, culturas e tradições do mundo.
Em cada composição há uma completa e perfeita combinação entre música e poesia. Uma fusão da musicalidade com a mensagem escrita que ressoa na essência dos nosso Ser. Canções que nos remetem ao passado e nos projetam ao futuro a partir do aqui e agora. U
2010 - O princípio
O início oficial do grupo aconteceu no ano de 2010. Foi na preparação para apresentação no Festival Cultural da Paz - Teatro Casa de Pedra em Canela/RS do mesmo ano que a antiga intenção tomou contornos mais definitivos. O evento foi a celebração do Dia Fora do Tempo ( 25 de Julho) celebrado pela cultura Maia e pelo Movimento Mundial do Sincronário da Paz. A sincronia no palco tornou ainda mais evidente a necessidade de alimentar aquele sonho.
2014 - Um ano chave
Após um intervalo de quase 4 anos o Anuraga volta a subir aos palcos para apresentar novas canções e anunciar a gravação do primeiro álbum. Foi em 30 de agosto de 2014 no Festival O Chamado da Borboleta, no espaço VelaTropa na encantadora praia de Garopaba. Da reunião de vários artistas galáticos presentes no evento resultou na coprodução de um álbum em que o Anuraga também contribuiu com uma faixa.
A próxima participação veio por intermédio de um convite especial para o encerramento da II Conferência Internacional de Saúde Quântica (CISQ²) no salão onde ocorre o Festival de Cinema de Gramado/RS. Foi em 28 de Setembro com uma apresentação impecável que o Anuraga conduziu a plateia numa conexão profunda com o sagrado que possuímos dentro de cada um. As atividades daquele ano foram finalizadas em uma atividade coletiva e solidária que levou harmonia e bem-estar aos presentes. O Medita POA é um grande encontro para as pessoas praticarem Yoga, Meditação e outras atividades de cura gratuitamente. Inseridos neste clima de alegria e celebração o Anuraga presenteia os participantes com um show de elevação espiritual e contemplação da vida.
2016 - O Voo Mágico
Este ano começou com uma grande expectativa. O primeiro Álbum da banda estava nas etapas finais para o lançamento oficial. Neste trabalho estão reunidas antigas composições com inspirações atualizadas para o novo momento de transição planetária. São 10 canções visionárias e galácticas que circulam entre o acústico, alternativo, world music e dream-pop. Esse trabalho contou com as participações instrumentais de Lucas Duarte no violoncelo, que acompanha o grupo desde o início. Também de Gustavo Moreira na bateria e Cajon, Antonio Ramos e Juleandra nas flautas, Ganapati no sitar e Zé Ramos na guitarra.
m profundo respeito aos nossos ancestrais e uma inabalável esperança no começo uma Nova Era na Terra.

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terça-feira, 18 de outubro de 2016

TERRA BRASILEIRA - CRISTINA SARAIVA POR MANUELLA CAVALARO


Centrado na voz de uma surpreendente intérprete, a estreante Manuella Cavalaro, Terra brasileira é o quarto CD autoral da compositora carioca Cristina Saraiva. Terra Brasileira se justifica já no título. Uma audição atenta do trabalho remete a imagens pelo território, pela história e pela alma do brasileiro. Do sul ao norte, leste a oeste, litoral e interior, tudo parece estar ali, presente, pulsando nas músicas vigorosas e intensas. As letras de Cristina Saraiva ganham nas melodias de seus parceiros uma dimensão humana e histórica.


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segunda-feira, 17 de outubro de 2016

GRUPO VIOLA DE ARAME

O grupo baiano Viola de Arame composto pelos  músicos Júlio Caldas, Cássio Nobre e Ricardo Hardmann são homens em uma missão: mostrar que a viola (e os múltiplos ritmos que se pode tocar com ela) é tão ou mais representativo da cultura brasileira quanto o samba.

Antes que indignados se levantem, é bom reiterar: a teoria tem fundamento. “A viola é um instrumento português, que chegou ao Brasil ainda na época da colonização. Entrou no Brasil inteiro, inclusive na Bahia”, explica Júlio.

“Cada região do País tem uma forma própria de tocar e pensar a viola. Tem viola em todo canto do Brasil. Por exemplo: no Sul, você tem a viola de fandango. no Nordeste tem uma bem típica do agreste, bem dinâmica, que é a dos repentistas. No Sudeste e no Centro-Oeste tem a viola caipira. A região amazônica não tem tanta tradição, mas também tem sua viola”, enumera.

Ele conta que, “só na Bahia, tem uns quatro formatos de viola. Ela é ligada à chula do Recôncavo, aos repentistas da região de Serrinha e Feira de Santana e às folias de reis”, nota.

O quarto formato da viola na Bahia é o que ele chama de “estética elomariana”, ligada à música de Elomar. “Ele toca violão, mas com uma estética de viola. A forma que ele toca violão é muito parecida com a da viola, e isso influencia até na forma como ele compõe”, diz.

Fruto de pesquisas

Por tudo isso, Júlio, Cássio (que é etnomusicólogo) e Ricardo sustentam a teoria do início deste texto. “Da forma como eu vejo, (a viola) é o instrumento que melhor representa a cultura brasileira, pois está presente em todo Brasil”, aposta Júlio.

A banda e o disco Viola de Arame vem justamente “da necessidade de pesquisa mesmo, tanto das tradições, quanto das inovações, além das músicas que vimos compondo há anos”, prossegue o músico, que iniciou o projeto em 2008.

“Naquele ano eu convidei Cássio para fazermos esse som em formato de duo. Depois evoluiu para trio, com a chegada do Hardmann na percussão, o que deu uma sonoridade muito rica. Hoje já incrementamos ainda mais com o baixo, e já fizemos algumas apresentações com essa formação”, conta.

Barroca e roqueira

Com 13 faixas originais, compostas por Júlio e Cássio, o álbum Viola de Arame é, sem dúvida, um dos melhores lançamentos da boa música baiana em 2011. Há até mesmo um quê medieval no som: “Alguns temas do disco tem uma estética renascentista e barroca”, observa Júlio.

De fato, a sonoridade rica, melodiosa e limpa do trio (e diversos convidados) é um bálsamo para os ouvidos de uma cidade violentada pela gritaria popularesca emitida dos porta-malas dos carros.

E não se trata de música antiga, para velho ou intelectual. “Nosso disco traz as influências da música que a gente gosta: do rock, do progressivo, do jazz, sempre com uma certa mistura com a tradição da viola”, diz.

Não a toa, o Viola de Arame inicia o show mandando ver uma inusitada (e linda) versão de um clássico do rock: Moby Dick, do Led Zeppelin. “Viola e blues tem tudo a ver, né”?.

Vai daí que o trio está estudando uma forma de trazer a Bahia, para um show em conjunto, o duo mineiro Viola Extrema, formado pelos músicos Ricardo Vignini e Zé Helder, que lançou um álbum só com standards de rock executados na viola: Moda de Rock (Tratore).

“O Vignini é meu amigo, e temos a intenção de fazer alguma coisa juntos, já que há um diálogo entre nossos trabalhos. Tínhamos até a intenção de fazer isso, um show só com clássicos do rock, mas eles se anteciparam”, admite.
texto extraido do blog  http://rockloco.blogspot.com.br

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*Não irei postar com senha devido a dificuldades de alguns para descompactar os arquivos.
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segunda-feira, 10 de outubro de 2016

CONCERTO SINFONICO - LEGIÃO URBANA - AO VIVO

Mais uma homenagem a Renato Russo desta vez em 2011 no Rock in Rio.
O Concerto Sinfônico Legião Urbana abriu os trabalhos no Palco Mundo 2011. Levando de volta aos palcos Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá e reunindo grandes nomes como Dinho Ouro Preto, Rogério Flausino e Pitty, além da belíssima performance da Orquestra Sinfonica Brasileira, cantores revezaram o vocal dos maiores sucessos da Legião Urbana. O show emocionou e fez o público cantar em uma das homenagens mais aclamadas dos últimos tempos em solo nacional.

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GALLDINO - TRIBUTO A LEGIÃO URBANA







O maior ídolo do rock brasileiro, Renato Russo, é um fenômeno cujo sucesso não para de aumentar. Desde 1978, ano em que iniciou sua carreira artística, o visionário artista e compositor brasileiro mostrou sua extraordinária capacidade de traduzir sentimentos em palavras, delineando a formação de caráter das últimas gerações.
O conjunto de sua obra se mantém há mais de três décadas no topo das paradas de sucesso e, em constante movimento, continua conquistando seguidores e fãs como se estivesse presente. Organizados por toda parte, os legionários e admiradores da brilhante carreira do eterno vocalista e frontman da banda Legião Urbana, continuam disseminando sua arte por onde passam, fazendo com que ela permaneça atemporal e seja transmitida de geração em geração.
Nesta terça (11/10/2016) completará 20 anos sem o ícone do pop rock Brasil anos 80, tempos passaram mas a sua obra é imortal.
O Terra Brasilis vem por esta postagem fazer uma homenagem a este grande poeta do rock, ídolo de uma geração a qual tive o privilegio de vivenciar, o disco (lp) "Dois" de 1986 era meu melhor amigo nas horas certas e incertas, guardo com muito carinho depois de 30 anos.
Bom, para homenagear Renato escolhi um belíssimo álbum do grande Galldino onde faz um belo tributo a Legião.
 
 O multi-instrumentista, produtor, cantor e compositor iniciou seus estudos de música aos 8 anos de idade.

                       Professor e bacharelando em violino, em 1998 dava aulas no Projeto Guri da Secretaria do Estado da Cultura e compunha o Coro de São Paulo como barítono.
                   Integrou o projeto “O Teatro Mágico” desde sua fundação em 2003 e esteve ali compondo e arranjando até 2014, colecionando 4 CDs e 3 DVDs de sucesso com mais de 2.000.000 de cópias vendidas e se apresentando em programas de rádio e TV, além da mídia impressa e digital, dos mais diversos veículos de comunicação do Brasil.
                   O artista multimídia e vlogueiro nasceu em Feira de Santana, na Bahia, e mostra seu talento em cinco obras autorais: “Quem tem ouvidos” (2008), “Poesia Concisa” (2012), “Assim É!” (DVD – 2015), “O Baile de Máscaras Ao Vivo” (2015) e o libreto "Sem Palavras" com 140 citações compiladas de seu Twitter. Contou com as participações especiais do músico e ator Gabriel Sater, do cantor e compositor Wilson Sideral e do poeta Sergio Vaz, dentre outros.
Seu trabalho ultrapassou os 2 milhões de acessos e downloads e 20.000 CDs vendidos.
                   Fez três financiamentos coletivos – crowdfunding – bem sucedidos junto ao seu público nas redes sociais, alcançando cerca de R$80.000,00.
                   Fez duas turnês na Europa por meio do Ministério da Cultura:
-       Holanda (2004);
-       Portugal (2013).
                   Também em 2013 lançou o “O Baile de Máscaras”: espetáculo multimídia eclético em que o cenário, as performances, a música e as artes plásticas interagem. Galldino envolve o público ao convidá-lo a usar máscaras - marca registrada do show.
                   O repertório é diferenciado. Suas composições unem-se a citações de J. S. Bach (1685 – 1750), de Florbela Espanca (1894 - 1930) e desembocam em um tributo para a Legião Urbana: releituras de sucessos da banda de rock de Brasília.

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domingo, 9 de outubro de 2016

SÁ E GUARABYRA - 10 ANOS JUNTOS

Em 1982, gravaram ao vivo o disco "10 anos juntos", uma coletânea de sucessos do trio e da dupla, onde foram apresentadas as canções "Dona" e "Caçador de Mim".
Esse disco é muito especial para mim, foi na turnê deste disco que eu assisti o primeiro show da minha vida no ano de  1983 em Para de Minas, e que show.

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terça-feira, 4 de outubro de 2016

OS AZEREDOS +OS BENEVIDES 50 ANOS DEPOIS DO GOLPE DE 64


A peça iria inaugurar o teatro da UNE, no ano da graça de 1964. A trilha musical estava sendo composta por Edu Lobo, que já havia feito “Chegança”, especialmente para o espetáculo. O paulista Nelson Xavier, que desde 1962 participava em Recife das atividades do Movimento de Cultura Popular (MCP), já estava no Rio para assumir a direção da peça. O teatro estava tinindo. A expectativa era de uma grande estreia. O golpe que depôs o presidente João Goulart, ocorrido há 50 anos, impediu que isso acontecesse. O prédio da UNE, e consequentemente o teatro, foi incendiado na madrugada do dia 1º. de abril. Depois veio a censura. “Os Azeredo…” ainda chegou a obter premiação, em 1966, pelo Serviço Nacional de Teatro (SNT), órgão do então Ministério da Educação e Cultura, e publicação em 1968. Mas montá-la, nem pensar. A peça foi para o limbo e após o fim da censura, inexplicavelmente, permaneceu inédita. Há quem considere o texto excessivamente radical. Não vamos dizer que não seja radical, pois seu foco é a luta de classes, mas também é brilhante e transpira verdade por todos os poros. Outros avaliam que a montagem é complexa e a história datada, mas se isso fosse certo que razão haveria para encenar Shakespeare nos dias de hoje? Por uma razão ou por outra, o fato é que fora do circuito das escolas de teatro, a peça permanece inédita, 50 anos depois. (2014)
Instituto Pinheiro

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CRIS AFLALO - SÓ XERÊM


“Só Xerêm” é o disco de estréia da cantora e compositora paulistana Cris Aflalo.

Um trabalho muito rico, que aponta pra muitos lados de uma vez só. No afeto, no rigor do artista na busca da sua expressão, na música, na seriedade da pesquisa, na alegria do canto.

E logo a primeira coisa que salta à vista é a cantora: como a Cris canta... E é essa cantora que canta como quem brinca – ela domina muito, muito o ofício… – é que nos traz toda a riqueza (e surpresa!) da obra desse multiartista cearense injustamente pouco conhecido da nossa geração, o seu avô Xerêm. Seus ritmos, melodias, a delicadeza da poética, sua nordestinidade, sua singeleza, sua molecagem. E de uma maneira pessoal, sem caricatura, ela traduz o regional com a sua própria bagagem musical urbana, contemporânea, paulista. Lidando com cultura sem perder a festa, a alegria.

A pesquisa, a concepção, a sonoridade
Junto com o violonista e produtor Luiz Waack (como produtor: Alzira Espíndola, Edvaldo Santana; como instrumentista: Itamar Assumpção, Marisa Monte, Arrigo Barnabé, Mauricio Pereira, entre outros), seu parceiro na produção deste disco, Cris se debruçou por mais de 6 anos sobre o vasto arquivo de Xerêm, de quase 300 obras. O processo de gravação tomou 3 anos, e foi meticuloso, saboreado.
O núcleo do disco é o jogo musical entre a voz de Cris e o violão de Luiz. É sobre essa forte unidade que 27 grandes músicos da cena brasileira, entre os quais o bruxo Hermeto Pascoal e Oswaldinho do Acordeon, vão colorindo, improvisando, adicionando suas impressões sobre o trabalho de Xerêm.
E o resultado foi esse: reler a música de raiz de uma maneira contemporânea, tanto nos arranjos quanto na sonoridade do disco. Sem nunca ferir a singeleza da obra de Xerêm, a alegria do canto da Cris, a expressividade intensa dos músicos convidados.

O Repertório
Ouvindo e cantando, ouvindo e cantando. Por esse método infalível pro artista (porque passa sempre pelo coração) Cris chegou ao repertório final do disco. São 13 canções, 7 das quais inéditas.
Entre as regravações, destaque para “Mamãe Baiana”, que foi sucesso na voz de Aracy de Almeida, e “Soca Passoca”, de Xerêm e Capitão Furtado, seu parceiro de músicas e programas de rádio. Entre as inéditas, pérolas. “Pisa no Pilão” já decreta a alegria do disco, e quem canta com Cris é o próprio Xerêm, através de fitas originais reprocessadas no estúdio. “No Automóvel Não” é um samba carioca e maroto feito em parceria com o famoso comediante Zé Trindade, com quem Xerêm trabalhou no cinema. “Ainda me lembro” é uma parceria com o grande sanfoneiro Pedro Sertanejo. Hermeto Pascoal faz uma participação muito especial em “Lamento do Sabiá”.
Mais duas inéditas fecham o disco: a delicada “Alegria Comigo Mora”, com a participação de Oswaldinho do Acordeon, e “Raymunda Patuá” onde alguns ruídos usados (rojões, bicharada) faziam parte da sonoplastia de Xerêm em seus programas de rádio.
Quem é Xerêm
Imagine o Brasil nos anos 30, 40, 50. Imagine um cearense que desde criança já era artista e estava na estrada com a trupe de sua família, a Troupe do Pequeno Edson. E aos 20 anos no Rio, e do Rio para todo o Brasil.
Um artista que tocou, cantou, atuou e apresentou programas nas grandes rádios como a Nacional, a Tupi, a Mayrink Veiga, a Piratininga, a Bandeirantes, ao lado de grandes nomes como Capitão Furtado, Alvarenga e Ranchinho, César Ladeira, Ademar Casé.
Um artista que atuou no teatro de revista, ao lado de astros como Dercy Gonçalves, Oscarito, Brandão Filho, Eva Todor.
Imagine que esse artista é também um compositor, sendo parceiro de nomes como Capitão Furtado, Pedro Sertanejo, Zé Trindade, Joracy Camargo, e tendo sido gravado por artistas como Aracy de Almeida, Alvarenga e Ranchinho, Moreno e Moreninho, Zé Trindade, Dilú Mello. 
E imagine também que esse artista foi também ator de cinema, tendo trabalhado com Alvarenga e Ranchinho, Zé Trindade, Walter D’Avila, Jararaca e Ratinho. Pois esse é o avô da Cris, o multiartista cearense Xerêm (*1911 - +1979).
Mauricio Pereira



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RENATO TEIXEIRA E SERGIO REIS - AMIZADE SINCERA I (AUDIO DVD)

Postagem a pedido do seguidor do blog  Guma - Serra -ES

“Nossa viagem não é ligeira - Ninguém tem pressa de chegar - Nossa estrada é boiadeira...”, avisam logo Renato Teixeira e Sérgio Reis nos versos iniciais de “Comitiva Esperança”, a parceria de Almir Sater e Paulo Simões que abre o CD e o DVD Amizade Sincera, que foi lançado pela Som Livre em setembro de 2010. Vendidos separadamente, ambos trazem o registro ao vivo do show histórico que reuniu os artistas no palco do Teatro Bradesco, em São Paulo (SP), no dia 6 de fevereiro de2010. A viagem pelos recantos mais nobres da música ruralista brasileira não é ligeira, de fato. São 20 faixas no DVD (mais duas nos extras) e 14 no CD, mas o tempo parece voar diante da beleza de músicas como “Amanheceu, Peguei a Viola” e “Um Violeiro Toca”. O show contou com a participação especial da dupla Victor & Leo, fãs de Sérgio Reis e Renato Teixeira, que participaram das canções: “Vida Boa” e “E Quando o Dia Nascer”.

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CLÃ BRASIL CANTA DOMINGUINHOS

Grupo oriundo de Itaporanga (PB) e formado no início dos anos 2000. A formação base conta com as quatro irmãs Lucyane (Lucy Alves, atriz de o velho chico), Laryssa, Lizete e Maria José; e o pai, José Hilton. A família sempre frequentou os bancos acadêmicos de prática e teoria musical. Com forte influência dos maiores nomes da música tradicional nordestina, como Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Antônio Barros, Jacinto Silva, Gordurinha e Elino Julião, lançaram primeiro CD em 2002: "A sedução do Clã Brasil". No ano seguinte, lançaram o disco "De onde vem o baião", cuja música título foi composta por Gilberto Gil ainda nos anos 1980. No álbum, também constou uma composição de Chico César: "Paraíba meu amor". Em 2004, lançaram o primeiro CD ao vivo "Forró pé-de-serra ao vivo", no qual regravaram sucessos como "Asa Branca" e "Paraíba" de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira; e "ABC do sertão" e "Sabiá", de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Em 2006, lançaram o segundo CD ao vivo, com o mesmo título do anterior. No repertório, canções assinadas por compositores como Accioly Neto, em "Espumas ao vento"; Pinto do Acordeon, "Tem que ser pra ser"; e Sivuca (c/Glória Gadelha) em "Feira de Mangaio". Ainda nesse mesmo ano, lançaram um DVD ao vivo, que contou com participações especiais de Sivuca, Marinês, Pinto do Acordeon e Marcos César. Em 2009, gravaram um novo projeto: O CD/DVD "Clã Brasil canta Dominguinhos". O disco contou apenas com composições do referido compositor, cantor e sanfoneiro. No ano seguinte, no dia 6 de abril, receberam homenagem solene no plenário da Câmara Municipal de João Pessoa e receberam a "Comenda Ariano Suassuna", Ainda em 2010, foram considerados por especialistas como o grupo paraibano de maior sucesso no Brasil e no exterior.

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